Cortes de energia elétrica mudam a rotina de vinícolas da Califórnia

12 de outubro de 2019 por Elmano Marques

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A ENERGIA

As quedas de energia elétrica impostas pela empresa PG&E para reduzir os riscos de incêndios no norte da Califórnia viram as vinícolas recorrerem a geradores e reagendar a colheita de uvas. Segundo informa a revista Decanter, no aniversário de dois anos dos incêndios nas vinícolas de 2017, a Pacific Gas & Electric Company (PG&E) iniciou uma interrupção temporária e maciça de energia no norte da Califórnia em resposta a condições climáticas extremas que poderiam causar mais incêndios. Desde a noite de terça-feira da semana passada, a interrupção afetou cerca de 800.000 clientes, estendendo-se a várias regiões vinícolas famosas da Califórnia – incluindo Napa Valley, Sonoma, Mendocino e Santa Cruz – e pode durar até cinco dias em algumas áreas. Um zumbido alto e constante irradiava por toda a região, enquanto as vinícolas acionavam geradores caros, em um esforço para permanecer abertas aos visitantes e manter a produção funcionando sem problemas durante o auge da colheita. Alguns produtores chegam a gastar 10.000 dólares por mês em geradores, já que precisam continuar funcionando para manter os compromissos com os clientes. “As uvas são extremamente caras e há dezenas de milhões de dólares em vinhos sob nossos cuidados”, disse Ronald Du Preez da SugarLoaf Crush. Aqueles sem energia de reserva estão à mercê da PG&E. Muitas vinícolas reagendaram as vindimas porque são incapazes de processar as uvas e executar fermentações, embora haja uma compreensão geral sobre a necessidade de uma abordagem de segurança em primeiro lugar.

Por: Marcos Adair

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