As mudanças climáticas estão alterando o sabor do vinho – Parte 3

8 de novembro de 2019 por Elmano Marques

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A SAFRA DEF

Há algo de positivo no aquecimento do clima no mundo para a produção de vinhos? Por incrível que pareça, a uma primeira vista, existe sim um lado positivo, conforme matéria publicada no site da Wine-Searcher. O aquecimento global ajudou lugares mais frios, como a Borgonha, a produzir safras mais excepcionais, afirmou Philippe Drouhin, da Maison Joseph Drouhin, uma das maiores e mais diversas propriedades da região. “Mesmo que o perfil de sabor mude no futuro, isso não significa que os vinhos não serão tão bons”, diz ele. À medida que as temperaturas sobem, no entanto, a Borgonha pode se despedir da imagem de elegância e sedosidade que conquista os amantes da Pinot Noir. Essas características podem sobreviver em outras regiões limítrofes, como a costa oeste de Sonoma, Califórnia, ventilada pelos ventos frios do Pacífico. O climatologista de pesquisa Gregory Jones, professor do Linfield College, em Oregon, diz que a temperatura média da estação de crescimento para grandes Pinot Noir precisa ser de 13 a 16 graus Celsius. Algumas mudanças de sabor são definitivamente para melhor. Veja-se o caso dos Pinot Noirs “anêmicos” da Alemanha. A maioria das regiões do país costumava ser muito fria para amadurecer essas uvas totalmente, todos os anos. Agora, os vinhos parecem estar cada vez mais carnudos, sedutores e deliciosos. O mapa de vinhos do mundo está mudando, e as uvas familiares plantadas em novas regiões e terroirs surpreendentes oferecerão diferenças de sabor ainda mais intrigantes. Isso está acontecendo no sul da Inglaterra, que está revelando vinhos brancos cintilantes e nervosos. Até 2050, segundo o Wine-Searcher, Idaho, Noruega e Suécia podem ser a fonte de alguns dos melhores vinhos do mundo.

 Por:Marcos Adair

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