Riesling e a luta pela aceitação (2)

1 de dezembro de 2019 por Elmano Marques

Comentários 0

A RIESLING DOIS DEF

O comércio de vinhos geralmente vê Riesling como uma uva superior que produz vinhos superiores, e muitos parecem totalmente perplexos com o fato de o público em geral tender a discordar deles. Segundo a Wine-Searcher, o problema aqui é que o consumidor comum sabe do que gosta e seus paladares são frequentemente diferentes daqueles do comércio e do círculo auto-designado dos “porteiros” de Baco (ou experts de vinhos) – aqueles que decidem o que é vinho “bom” e o que não é. Apesar de toda a pregação religiosa, a mensagem é praticamente ignorada, o que deve ser irritante para os proselitistas. Mas nada disso chega a prejudicar de verdade a Riesling. Antes, aponta o esnobismo rançoso que frequentemente cerca essa uva – e o vinho em geral. De fato, Riesling é realmente uma maravilha de uma uva e é aí que encontramos o próximo problema – é quase diversa demais para o seu próprio bem. Ela produz tanto um estilo de vinho quanto um espectro – das belezas oleosas e secas de Clare Valley, na Austrália, às camadas untuosas de doçura e ácido que marcam os melhores vinhos do Mosel, na Alemanha, e, literalmente, todos os estágios intermediários. Isso torna difícil a escolha para o consumidor médio. Quão doce é? Por que não tem o gosto do Riesling que eu provei no restaurante na semana passada? Por que isso cheira a gasolina? Pode ser confuso, mesmo com a rotulagem mais elaborada, e as pessoas adoram escolhas simples – tinto ou branco, espumante ou tranqüilo, até seco ou doce.

Por: Marcos Adair

Faça um comentário

Comentários e pings estão fechados no momento.

Os comentários estão fechados.