Riesling e a luta pela aceitação (3)

2 de dezembro de 2019 por Elmano Marques

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A Riesling é uma uva profundamente admirada pelos críticos e enólogos, mas continua bem distante do gosto do público comum. Isso muito se deve a ela produzir um estilo muito diverso de vinhos, desde extremamente secos a muito doces. Daí, o consumidor comum tente a se recusar a tomar Trockenbeerenaulese seco, quase seco a médio, médio, doce ou cheio. E isso é um outro fator contra a uva Riesling: a sua complexa nomenclatura. Depois que os consumidores comuns mal superam a barreira da pronúncia Reece-ling/Rise-ling, eles são confrontados com um sistema de classificação baseado na (e quase inteiramente) língua alemã: Kabitett, Spätlese, Aulese, Beerenauslese, Trockenbeerenaulese, Eiswein). Isso ecoa, de forma direta, o mesmo problema que a Gewürztraminer encontra, com frequência, em nas vendas – os consumidores costumam hesitar em pedir seus vinhos porque simplesmente não conseguem pronunciar o nome. Aqueles que dão o “salto” da pronúncia e do nome complicado, tendem a ser recompensados mil vezes pelo esforço. Eles entram em um mundo de vinhos deslumbrantes, de diversidade infinita e vinhos que combinam com praticamente qualquer comida que eles gostem. E eles freqüentemente descobrem um grande tesouro. Uma das coisas boas da relutância do público em se apaixonar pela Riesling é que, pelo menos no Novo Mundo, a Riesling pode oferecer alguns vinhos espetaculares, a preços surpreendentemente baixos.

Por: Marcos Adair

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