Máfia de falso Vinho Verde cresce em Portugal

23 de dezembro de 2019 por Elmano Marques

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VINHO VERDE

Jornalistas do Correio da Manhã de Portugal testemunharam a chegada de caminhões tanque com uvas de origem desconhecida para a produção de vinho em adegas portuguesas de onde sai como vinho verde certificado. Conforme apurado pela matéria jornalística, a falsificação por meio desta rede ilegal, este ano, chegou aos 65 milhões de litros de vinho e só tem aumentado nas últimas décadas. Há denúncias de que o vinho a granel é proveniente principalmente da Espanha ou até mesmo da América da Sul. Todos os envolvidos na rede de produção e comércio parecem saber da existência do esquema, mas ninguém o denuncia, já que, no final, o resultado é bom para todos (incluindo a comissão de agricultura de vinhos verdes – quanto mais garrafas são vendidas, mais a comissão ganha pela quantidade de selos), menos para o consumidor. Muitos pequenos produtores são assediados para venderem por um punhado de euros a certificação (guia de produção) que acaba sendo usada nesses vinhos falsos. Há uma série de marcas sob suspeita, mas a reportagem preferiu não divulgar os nomes, já que ainda estão sob investigação. Sensação na década de 1970 e até hoje considerado sinônimo de vinho português, o Vinho Verde voltou a chamar atenção dos amantes de vinhos, e ganha força principalmente nos dias quentes, acompanhando refeições leves. Nos últimos anos, tem crescido o seu consumo no Brasil inclusive. O termo “Vinho Verde” remete às características naturais da região que o produz, densamente verdejante, mas também para o próprio perfil do vinho, que pelo seu frescor, aroma e leveza, além do baixo teor alcoólico, se diz “verde” em referência à sua juventude, leveza e por oposição a outros vinhos mais complexos e encorpados. Existem opções de vinhos verdes brancos, rosés, tintos e, até mesmo, espumantes.

Por: Marcos Adair

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