O Alentejo e suas uvas: o blend alentejano tinto

13 de fevereiro de 2020 por Elmano Marques

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Assim como no caso dos vinhos brancos, os grandes tintos do Alentejo, sem dúvida, são criados a partir do chamado Corte Alentejano, a combinação feita entre as principais uvas tintas da região junto com outras uvas portuguesas e também com uvas estrangeiras. O blend tinto mais tradicional do Alentejo é composto por Aragonês, Trincadeira e Castelão. Nos últimos anos, a adição de Touriga Nacional e das francesas Syrah e Alicante Bouschet tem sido cada vez mais comum. Quando jovens, os tintos do Alentejo apresentam coloração rubi profunda e violácea, notas intensas de frutas vermelhas maduras (amora, ameixa) e frutas negras maduras (ameixa preta, mirtilo), toques terrosos e especiados, boa estrutura e, ainda assim, costumam ter taninos de textura suave. Devido ao clima quente da região, possuem um teor alcoólico significativo e ficam prontos muito antes que os tintos do Douro, por exemplo, podendo muito bem ser apreciados quando ainda jovens. Nos últimos anos, conforme observa a revista Adega, muitos produtores tem focado em algumas castas específicas, especialmente em Syrah, Alicante Bouschet, Aragonez e Castelão. E estão sendo criados belos rótulos varietais que são aclamados pela imprensa especializada. Mas o blend alentejano ainda predomina na região, com sua acidez na medida certa e reconhecido potencial gastronômico.

Por: Marcos Adair

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