Borgonha é caro, mas dá pra fazer boas compras

24 de março de 2020 por Elmano Marques

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A BORGONHA

Falar de “pechinchas” na Borgonha é extremamente complicado. Chega a ser um “delírio” em certo ponto, diz o site wine-searcher.com. A primeira expectativa é que o preço seja alto. O aumento meteórico do preço dos melhores vinhos da região tem sido impressionante, apesar de um relativo esfriamento nos últimos tempos. Mesmo assim, se pegar o topo da pirâmide, o Romanée-Conti é o vinho mais caro,  por garrafa, em todo o mundo, com um preço médio de 20.325 dólares, sem impostos. Numa lista dos 10 melhores custo benefício da Borgonha, infelizmente todos os 10 vinhos – sem exceção – são brancos, a maioria de Chablis e um de Mâconnais (ver o post “Os 10 “best value” da Borgonha” publicado pelo blog em 7 de outubro de 2019). Então dá pra fazer boas compras de brancos. E tintos? A Côte d’Or é a jóia da Borgonha e seus vinhos de Pinot Noir tem preço bem elevado. Saindo em direção ao sul, entretanto, há a denominação de Côte de Chalonnaise, que leva o nome por causa da cidade de Chalon-sur-Saône. É uma denominação de origem nova na Borgonha, criada em 1990, em um esforço para distinguir os seus vinhos da um tanto ampla e indefinida AOC Bourgogne. São 5 aldeias com suas apelações nessa denominação: Mercurey, Bouzeron, Rully, Givry e Montagny. Mercurey é de longe a maior delas, produzindo 90% de vinhos tintos de Pinot Noir. São vinhos saborosos e firmes, muitos à altura de um bom Côte de Beaune Villages, mas não há um caráter regional definido, conforme observa Hugh Johnson em sua Enciclopédia do Vinho. Por serem menos conhecidos, é possível garimpar um bom Pinot Noir a preços baixos. Claro que os bons vinhos invariavelmente são feitos por produtores conceituados e é neles que se deve prestar atenção.

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