O que esperar do consumo de vinho no Brasil com o coronavírus?

24 de março de 2020 por Elmano Marques

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CORONA

Conforme dados publicados pela Ideal Consulting, pela primeira vez o Brasil ultrapassou o consumo  anual de 2 litros de vinho por pessoa em 2019 (apenas a título comparativo, Portugal consumiu 62,1 litros por pessoa em 2019). Infelizmente, com a chegada da pandemia do coronavírus, muito provavelmente o consumo de vinho no Brasil diminuirá em 2020. Diferentemente dos países do Velho Mundo, no Brasil não há uma cultura de se beber vinho com as refeições em casa. Aqui, em regra, vinho é bebida de restaurante ou de ocasiões especiais, como datas comemorativas ou feriados religiosos. Como a Páscoa, que se aproxima. Entretanto, a dura realidade é que o comércio nacional, especialmente os restaurantes, está sofrendo um duro golpe econômico com o confinamento das pessoas em casa. Muitos podem até sobreviver algum tempo com a possibilidade de entregar comida pelo “delivery”, mas as vendas de vinhos cairão drasticamente. O impacto deve estar preocupando as importadoras e lojas de vinhos, porque já devem ter em seu estoque grande parte das garrafas vendidas na Páscoa (um período em que se consome considerável quantidade de vinho no país). Os supermercados já estão oferecendo grandes descontos, mas a tendência é que as grandes importadoras comecem a fazer suas promoções, se não quiserem amargar grande prejuízo. Sem, é claro, garantia de que seu problema se resolva. Como dito no início, vinho é considerado um item importante da refeição em países do Velho Mundo. No Brasil, isso não acontece. Em grande parte, por culpa dos tributos elevados, aqui o vinho é produto de luxo. Dispensável, ainda mais em períodos calamitosos, quando a preocupação é manter o emprego e ter dinheiro para as necessidades básicas. Só resta torcer para que a população cumpra com as regras de prevenção e confinamento, para que esse momento difícil acabe logo e o comércio de vinho e de outros muitos produtos volte a respirar. Mesmo que seja aos poucos.

Por: Marcos Adair

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