A ciência identifica a verdadeira origem do Albariño (I)

1 de agosto de 2020 por Elmano Marques

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ALBARINHO

A ciência destrói as crenças de que a videira Albariño chegou à Galícia das mãos civilizadoras dos fenícios, gregos e romanos. Ele atribui a origem dessa variedade às linhagens galegas selvagens que evoluíram. É a descoberta mais importante para a história do vinho na Galícia. O Museo do Viño da Galícia publicou uma descoberta extraordinária da ciência. As sementes mais antigas da variedade que evoluíram para o atual Albariño acabam de ser identificadas, provenientes de uma área chamada “O Areal” na cidade de Vigo. Este sítio arqueológico, agora um museu no centro da cidade, é a única mina de sal de evaporação preservada em todo o Império Romano, e as primeiras sementes de albariño apareceram em estratos datados do carbono 14 entre os séculos II e IV dC. As implicações para a ciência e a cultura do vinho são enormes: o antecessor do albariño (junto com outras variedades indígenas) já estava presente na Galiza romana e possivelmente foi o resultado da hibridização com videiras selvagens locais, nativas da região, em uma busca precoce por melhor aclimatação e maior produtividade. Nas palavras do Museu, “é um torpedo na linha de água da teoria até então predominante da difusão oriental, ou a teoria de Noé, de que a videira veio do leste das mãos civilizadoras dos fenícios, gregos e romanos”.

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