Porto, uma fênix renascida (II)

1 de agosto de 2020 por Elmano Marques

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A PORTO II DEF

Talvez um sintoma mais forte da recuperação do vinho do Porto seja o que aconteceu aos preços dos Vintage no mercado dito “secundário”, conforme explica Jancis Robinson em matéria publicada na Revista de Vinhos de Portugal. Os 2007 estão sendo aparentemente negociados pelo dobro dos seus preços originais e o Dow’s 2011, escolhido pela revista americana Wine Spectator como vinho do ano, triplicou o seu valor. “Isso é para mim um indicador fantástico do interesse contínuo em Porto de qualidade”, enalteceu Symington. “Conseguimos reinventar o vinho do Porto e adaptá-lo ao modo como as pessoas vivem hoje, para que possamos sustentar e manter o lindíssimo Vale do Douro”. Não deve ser de somenos importância que a cidade do Porto, onde grande parte do vinho estagia nas belíssimas caves de Vila Nova de Gaia, tenha sido completamente renovada, repleta de wine bars e hotéis modernos – e turistas. As caves, outrora armazéns empoeirados e silenciosos, são agora centros de visitas brilhantes e belos, repletos de degustações e oportunidades de compra, decoradas com os artefatos pitorescos de antigamente. E muitos desses turistas, agora, perdem-se no Vale do Douro, origem de todo o Vinho do Porto, assim como de mais e mais vinhos de mesa, de todos os tipos, comercializados com a denominação Douro. Há cruzeiros e acomodações de muitos e diferentes tipos, a maioria dos quais relacionados com o vinho. A própria roupagem do Porto foi aprimorada. Um fator importante na revitalização das vendas de vinho do Porto tem sido a glamourização do Porto Tawny velho. Um total de 77 milhões de euros em vinhos dessa categoria foi vendido no ano passado, num aumento de 21 milhões de euros em relação ao ano anterior.

Por:Marcos Adair

 

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