Arquivos da categoria ‘Enonotas’

Os 10 melhores vinhos espanhóis da atualidade segundo o Wine-Searcher

28 de outubro de 2020

PINGUS DEF

A reputação dos vinhos da Espanha, quando se trata do gosto do consumidor comum, é construída com base em rótulos de alto valor e também com base em alguns estilos. Nessas listas, segundo o site Wine-Searcher, certamente estariam presentes Veja Sicília, La Rioja Alta, Viña Tondonia, Muga, além de rótulos brancos leves e as descomplicadas opções de Cava. No entanto, quando se trata da escolha dos críticos, a situação é um pouco diferente. O que domina claramente é uma região que se tornou uma verdadeira história de sucesso no mundo do vinho espanhol: o Priorat. As vinhas são cultivadas nesse cantinho da Catalunha desse o século XII, mas só na década de 1980 é que se deixou de produzir vinho a granel e os produtores foram recompensados pelo seu esforço, pois em 2000 o Priorat foi elevado ao estatuto DOCa, o nível de classificação mais elevado na Espanha – só Rioja compartilha esse status até hoje. O Priorat domina a lista dos 10 melhores vinhos espanhóis entre os críticos e seus preços, sem altas bruscas ou quedas vertiginosas, estão lenta e continuamente aumentando. Segue abaixo a lista dos 10 melhores vinhos espanhóis da atualidade, segundo o Wine-Searcher, com pontuação média da influente crítica especializada (Robert Parker, Wine Spectator, Jancis Robinson, entre outros, tudo ajustado para a escala de 100 pontos) e preços em dólares, sem impostos:

01 – Dominio de Pingus, Ribera del Duero – 96 – $983

02 – Alvaro Palacios L’Ermita Velles Vinyes, Priorat DOCa – 96 – $956

03 – Bodega Lanzaga Las Beatas, Rioja DOCa – 95 – $276

04 – Artadi Vina El Pison, Alava – 95 – $298

05 – Descendientes de J. Palacios La Faraona, Bierzo – 95 – $1011

06 – Bodegas Contador Benjamin Romeo Contador, Rioja DOCa – 95 – $302

07 – Clos i Terrasses Clos Erasmus, Priorat DOCa – 95 – $259

08 – Bodegas Toro Albala Don PX Convento Seleccion, Montilla-Moriles – 95 – $265

09 – Terroir Al Limit Les Manyes, Priorat DOCa – 95 – $207

10 – Celler Mas Doix 1902 Carignan, Priorat DOCa – 95 – $264

Harmonização Vinho e Comida – Lasanha de cogumelos com trufas harmoniza com qais vinhos?

27 de outubro de 2020

A LASANHA TRUFADA

Os vinhos ideais para harmonização, são os tintos franceses  de Saint-Emilion.No caso de vinhos do Novo Mundo, os blends chilenos Premium, podem ser uma boa escolha.

Supermercados e lojas online de vinhos participam do Festival Vinhos de Portugal

27 de outubro de 2020

A FESTIVAL

Do dia 23 de outubro até 1º de novembro de 2020 está sendo realizado em todo o Brasil o Festival Vinhos de Portugal, que oferecerá descontos no preço de vinhos portugueses em supermercados e lojas online de vinhos participantes. O festival é organizado pela Vinhos de Portugal, entidade que representa todas as regiões vinícolas lusas, em parceria com a Abras, a Associação Brasileira de Supermercados. Foi idealizado pela Opal, agência publicitária portuguesa ligada à promoção dos vinhos locais, e tem comunicação assinada pela assessoria CH2A no Brasil. Cada rede ou loja decidirá quais descontos serão dados e quais ações pretendem desenvolver nesse período, mas o que se espera é que surjam boas oportunidades de compras para os consumidores e amantes de vinhos lusitanos. Conforme matéria publicada pela Gazeta do Povo, a ViniPortugal está investindo 3 milhões de reais na ação para fomentar um mercado dominado atualmente pelos vinhos chilenos – nossos vizinhos latinos são responsáveis por 42% dos vinhos importados consumidos no Brasil, enquanto que os portugueses respondem pela metade disso. Segundo os organizadores, participam do festival os supermercados das redes Carrefour, Pão de Açúcar, Big/Walmart, Festval, Cencosud, Muffato, Makro, supermercados menores de cada Estado e e-commerces Evino e Wine.com.

Por: Marcos Adair

 

A notícia que viralizou sobre o restaurante que trocou vinho de U$ 2.000,00 por um de U$ 18,00 sem os clientes notarem

27 de outubro de 2020

A BALTAZAR DEF

Esta semana, o dono do respeitado restaurante Balthazar de Nova York, Keith McNally, revelou no seu Instagram  um incidente curioso envolvendo vinhos: um jovem casal teria pedido um Pinot Noir simples de 18 dólares, o vinho mais barato do restaurante, e acabou recebendo um Château Mouton Rothschild 1989 que custava 2 mil dólares. O famoso Grand Cru Classé de Bordeaux havia sido pedido por 4 empresários de Wall Street em outra mesa, que acabaram recebendo o vinho mais barato. A equipe do Balthazar serviu os dois vinhos em decanteres idênticos e na hora de serem levados às mesas aconteceu a troca acidental. Há algumas matérias sugerindo que os vinhos foram bebidos sem ninguém notar nada e que os empresários até elogiaram o vinho mais barato, achando que era o mais caro, em uma gafe vergonhosa, mas o relato de McNally não é bem assim. Ele disse que a equipe, em 5 minutos, percebeu o equívoco e informou aos empresários. Até então, nenhum dos clientes parecia notar o erro, mas McNally afirma que o empresário que pediu o vinho declarou “eu vi que não era o Mouton Rothschild” e que os outros colegas da mesa acenaram concordando com ele – embora, ao saber da troca, o empresário mesmo assim tenha feito elogios à pureza do vinho mais barato. A decisão do dono do restaurante foi deixar o casal jovem com o vinho caro, pois a essa altura seria impensável retirar o vinho que já estavam bebendo. E foi entregue aos empresários outra garrafa do Mouton Rothschild. “Ambos os clientes deixaram o Balthazar feliz naquela noite, mas o casal mais jovem saiu mais feliz”, concluiu McNally. Ao contrário do que se pensa, o fato não é recente, ocorreu no ano 2000, e McNally fez essa revelação essa semana. Incidentes como esse são raros de acontecer e, ao contrário do que se pensa, o estabelecimento acaba mais ganhando do que perdendo, devido à popularidade mundial dada à notícia.

Por: Marcos Adair

 

 

A região vinícola de Cassis e o licor de cassis

26 de outubro de 2020

A CASSIS DEF

Antes de mais nada, esclareça-se que a região vinícola de Cassis não tem nada a ver com o creme ou licor de cassis. O cassis é uma frutinha muito parecida com a groselha (tanto que é também chamada groselha preta) e é dele que se origina o famoso creme ou licor de cassis, cujos melhores exemplares vem dos arredores da cidade de Dijon, na Borgonha, França. O “Crème de Cassis” de Dijon existe tradicionalmente há quase 200 anos e recentemente ganhou até IGP (Indicação Geográfica Protegida), criada em 2012. Por sua vez, a AOC (Appellation d’Origine Contrôlée) Cassis é uma sub-região vinícola da Provence (nos arredores da linda vila de pescadores de Cassis, que fica próxima a Marselha), também na França, registrada desde 1936. Lá se produz vinhos brancos, feitos principalmente com as uvas Clairette e Marsanne, que são mais populares e mais consumidos localmente que o rosé ali feito. Os vinhos brancos são amplos, secos e no geral não possuem muito a dizer, afirma Karen McNeil no livro A Bíblia do Vinho. Porém, são a melhor combinação com os frutos do mar pescados no dia a dia da região, não importa a quantidade de alho usada no preparo.

Por: Marcos Adair

O dirigente da OIV pede que o vinho saia do conflito entre os EUA e a UE e tenha livre comércio

25 de outubro de 2020

ROCA DEF

Pau Roca solicitou que o vinho não se tornasse moeda de troca e fosse excluído de medidas retaliatórias, como o aumento das taxas e impostos sobre as respetivas importações.
A Organização Mundial do Comércio (OMC) acaba de publicar, em 13 de outubro de 2020, sua decisão arbitral sobre a controvérsia decorrente de subsídios ao gigante aeronáutico Boeing, que autoriza a União Europeia a tomar contra-medidas contra os Estados Unidos em um montante de 4.000 milhões de dólares por ano.A decisão de 13 de outubro busca equilibrar a autorização concedida há um ano aos Estados Unidos para sobrecarregar os produtos europeus em 7,5 bilhões de dólares. É um conflito de 16 anos vinculado a subsídios nacionais recebidos por dois gigantes aeronáuticos: Boeing e Airbus. Os danos estimados por ambas as partes ao longo deste conflito não podem ser indenizados, argumentam os envolvidos, apenas com medidas relativas à construção e comercialização de aviões. Então, eles estão impondo sanções a outros produtos. É assim que o vinho está se tornando moeda de troca em um conflito do qual ele não deveria participar. As sanções adotadas pelos Estados Unidos em 2019 no contexto da mesma disputa já afetaram gravemente o setor vitivinícola europeu.

Alentejo lança selo de sustentabilidade para suas vinícolas

24 de outubro de 2020

ALENTEJO

O fortalecimento da preservação ambiental por parte de produtores de vinho é um caminho sem volta. A despeito das preferências com respeito às práticas vinícolas por cada enólogo, o consumidor tem gradualmente adquirido consciência a respeito de como o vinho é feito e tem simpatizado cada vez mais com a produção sustentável e orgânica, assim como aconteceu décadas atrás com os alimentos. O Alentejo é uma região que vem se mostrando atenta a isso e, desde o ano de 2015, passou a mobilizar suas vinícolas para definirem e seguirem metas sustentáveis. A iniciativa, segundo informa a escritora Suzana Barelli em artigo para o site Neofeed, ocorreu por dois motivos: atuar com responsabilidade social e porque o mundo passou a exigir esse tipo de postura, o que vem mexendo com o bolso das vinícolas. Países Nórdicos e o Canadá, por exemplo, estão sucessivamente impondo barreiras para vinhos elaborados sem preocupações com o meio ambiente. Alguns desses países já estão taxando garrafas de vinho que ultrapassem determinado peso, preocupados com o gasto excessivo de combustível para transportar objetos tão pesados. Por isso, o impacto dessas mudanças para as vinícolas do Alentejo deve ser considerável. “O selo deve aumentar entre 5% e 10% a venda de vinhos do Alentejo”, disse Francisco Mateus, presidente da comissão vitivinícola da região. O selo de sustentabilidade foi lançado em julho deste ano e várias vinícolas já se candidataram a recebê-lo. Os primeiros produtores a utilizar o selo devem ser conhecidos até o final do ano.

Os 10 melhores Champanhes da atualidade segundo o Wine-Searcher

23 de outubro de 2020

A KRUG TRES DEFNeste dia 23 de novembro se comemora o “Global Champagne Day”. Segundo o site oficial do evento (www.champagneday.fr), este é um dia para celebrar, compartilhar e festejar o Champanhe, a vida e as pessoas. No dia 28 de novembro também se comemora o Dia Internacional do Champanhe, conforme definido pelo “Comité Interprofessionnel du Vin de Champagne” (CIVC). De acordo com o site Wine Searcher, se existe um vinho ligado intimamente a celebrações, esse vinho é o Champanhe. Há mais de 250 anos que os produtores daquela região defendem isso. Como nem sempre é dia de se comemorar alguma coisa, eles também fizeram uma campanha paralela lembrando que o Champanhe também é um vinho do dia a dia, em uma dissonância cognitiva muito comum no mundo do vinho. O Champanhe é um vinho espumante e, de modo geral, todos os espumantes tiveram uma caída significativa de vendas em 2020, por causa da pandemia do Covid-19, o fechamento dos restaurantes e a proibição de festas e eventos similares. Pode ser que as coisas mudem ao passo que se aproxima o período festivo de final de ano. Enquanto isso não acontece, o Wine-Searcher atualizou sua lista dos 10 melhores Champanhes da atualidade, com pontuação média da influente crítica especializada (Robert Parker, Wine Spectator, Jancis Robinson, entre outros, tudo ajustado para a escala de 100 pontos) e preços em dólares, sem impostos:

01 – Krug Clos du Mesnil Blanc de Blancs Brut – 96 – $1265

02 – Krug Clos d’Ambonnay Blanc de Noirs Brut – 96 – $2743

03 – Krug Vintage Brut – 96 – $353

04 – Jacques Selosse Grand Cru Millésime – 95 – $804

05 – Salon Cuvée S Le Mesnil Blanc de Blancs Brut – 95 – $821

06 – Dom Pérignon P2 Plénitude Brut – 95 – $402

07 – Krug Collection Brut – 95 – $1224

08 – Dom Pérignon P3 Plénitude Brut – 95 – $2558

09 – Dom Pérignon Oenothéque Brut Millésime – 95 – $1202

10 – Jacquesson Vauzelle Terme Extra Brut – 95 – $209

A produção de vinho de Napa Valley pode cair 80% devido aos incêndios na Califórnia

20 de outubro de 2020

A NAPA

Vários meios de comunicação norte-americanos concordam que 80 por cento da produção de vinho de Napa Valley em 2020 poderia ser completamente arruinada pelos incêndios florestais que devastaram dezenas de vinhedos no norte da Califórnia.Muitos produtores de vinho emitiram declarações oficiais anunciando que suas vinícolas não produzirão nenhum vinho da safra 2020, no que eles consideram a pior temporada de incêndios na história da Califórnia. Na falta de dados concretos, fala-se de milhares de hectares de vinhas que foram bem danificados ou destruídos pelas chamas ou pela fumaça que penetra na casca das uvas, tornando-as inutilizáveis.Alguns proprietários não hesitam em afirmar que esta situação vai provocar uma escassez de vinho a partir de 2021 que poderá durar uma década ou mais, com reflexos na subida dos preços e das vendas. A maior parte do vinhedo perdido é Cabernet Sauvignon, as uvas que produzem mais da metade dos vinhos de Napa. Especialmente preocupante para os proprietários de vinícolas, já que os cabernets costumam ser mais caros do que outros vinhos e geram uma parte substancial da receita anual de aproximadamente US $ 34 bilhões de Napa.O replantio em Napa pode levar um mínimo de dois a três anos, a um custo entre $ 25.000 e $ 45.000 por hectare. As videiras que estão muito danificadas para serem replantadas terão que ser substituídas por novas plantas que levam pelo menos cinco anos para amadurecer o suficiente para produzir vinho.No entanto, a escassez de vinho iminente é apenas uma das muitas consequências terríveis dos mais de 8.000 incêndios que já queimaram mais de 2 milhões de hectares na Califórnia em 2020, o maior incêndio na história do estado, que também causou um duro um golpe para toda a economia regional, onde o enoturismo é também um dos pilares desta região vinícola.

Os 10 melhores Cortes Bordaleses da atualidade, segundo o Wine-Searcher

19 de outubro de 2020

A HARLAM DEF

A história está repleta de experiências de alguém criar algo e outro conseguir receber toda a glória, diz o site Wine-Searcher. Há a Inglaterra, que inventou o futebol, apenas para ver outros países o jogarem muito melhor. Há Heinrich Göbel, cuja invenção – a lâmpada – foi adquirida por Thomas Edison, que agora todos acreditam que a inventou. No mundo de uísques, o destilador Nathan “Nearest” Green deveria ser mais conhecido, mas é o nome Jack Daniel que aparece nos rótulos ao redor do mundo. E depois há Bordeaux. O Corte Bordalês (Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot) é a mistura de uvas mais famosa e repetida em regiões vinícolas do mundo. Os melhores vinhos de Bordeaux são gloriosos (embora exista uma enxurrada de vinhos medíocres sendo feita a cada ano). Mas o grande problema é que, agora, alguns lugares estão se saindo muito melhor que Bordeaux em fazer vinhos com o Corte Bordalês – pelo menos segundo a opinião dos críticos mais renomados. O Napa Valley vem se destacando muito nesse aspecto. Tanto que, na lista de melhores Blends Bordaleses da atualidade, segundo o Wine-Searcher, os 3 melhores (e 5 vinhos do top 10) são da Califórnia. E muitas dessas vinícolas são bem jovens, se comparadas aos seculares châteaux franceses. Segue abaixo a lista completa dos 10 melhores Cortes Bordaleses da atualidade segundo o site Wine-Searcher, com pontuação média da influente crítica especializada (Robert Parker, Wine Spectator, Jancis Robinson, entre outros, tudo ajustado para a escala de 100 pontos) e preços em dólares, sem impostos:

01 – Harlan Estate, Napa – 97 – $1106

02 – Abreu Thorevilos Cabernet Sauvignon, Napa – 96 – $581

03 – Colgin Cellars IX Estate Red, Napa – 96 – $552

04 – Château Haut-Brion, Pessac-Léognan – 96 – $623

05 – Chateau Ausone, Saint-Émilion – 96 – $755

06 – Château Mouton Rothschild, Pauillac – 96 – $680

07 – Château Margaux, Margaux – 95 – $732

08 – Château Cheval Blanc, Saint-Émilion – 95 – $696

09 – Abreu Cappella Proprietary Red, Napa – 95 – $506

10 – Sloan Proprietary Red, Rutherford – 95 – $587