Arquivos da categoria ‘Enonotas’

Delfina: o vinho doce da família Críos

25 de junho de 2019

CRIOS DEF

A Susana Balbo Wines, famosa vinícola argentina representada no Brasil pela Cantu Importadora, lançou em março passado,um novo rótulo que se une a família Crios: Crios Delfina Dulce Natural 2018, um vinho doce e fresco feito com uvas Torrontés (100%) de Paraje Altamira, Vale de Uco.
A linha Crios é uma linha  de vinhos jovens que nasceu como expressão de amor e dedicação de Susana Balbo aos seus filhos, que hoje trabalham na adega da família. Os seus “CRIOS” são como os seus filhos, cheios de energia, mas ao mesmo tempo com um enorme potencial para atingir a maturidade e complexidade dos seus vinhos, uma vez que recebem o mesmo cuidado e atenção ao longo do processo desde a vinha à elaboração
O Crios Delfina Dulce Natural é o rótulo dedicado a Delfina, filha de Ana Lovaglio Balbo, gerente de marketing da vinícola e filha mais jovem de Susana, “em homenagem a minha filha mais nova … em uma analogia da doçura e frescor de Delfi com vinho, sendo um bebê de pouco mais de 1 ano “, explica Ana. Na avaliação visual e olfativa, o vinho tem uma cor amarela pálida com tons esverdeados. Aromas de caráter cítrico, com um fundo floral que o convida a beber. O paladar é muito frutado com excelente frescura dado pelo equilíbrio entre a acidez e a doçura.
Ideal para acompanhar sobremesas, queijos ou beber como aperitivo.

Doze mil posts e a honra de ser o Blog mais acessado do Enoblogs

24 de junho de 2019

DOZE MIL

O Blog Vino Divino Vino completa com esta enonota a postagem de número 12.000, nos seus quase dez anos de vida, e agradece a todos que o acessam a honra de ser o Blog  mais visitado do Enoblogs e um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil.

Celtas antigos da Borgonha provavelmente bebiam vinhos gregos

24 de junho de 2019

CELTAS

Os monges Beneditinos (e a ordem dissidente dos Cistercienses) podem ter levado o crédito considerável e justo de terem estabelecido, por volta do século XII, as bases do que se tornou o vinho na Borgonha. No entanto, segundo a revista Decanter, um estudo científico recente afirma que mais de 1.000 anos antes dos monges chegarem na Borgonha, os Celtas que ali viviam bebiam vinhos gregos, importados após esse povo ter adotado uma cultura de alimentação e dieta mediterrânea. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão testando resíduos de 99 fragmentos de cerâmica recuperados de um assentamento celta em Vix-Mont Lassois, que fica no noroeste de Dijon, datados do quinto e sétimo século a.C. Os fragmentos mostraram sinais reveladores de terem contido vinho (presença de ácido tartárico), embora não existam evidências de que os habitantes locais cultivavam uvas. Provavelmente os vinhos eram trazidos do Mediterrâneo (principalmente da Grécia), pois os potes e ânforas utilizados pelos celtas vinham dessa região.

Por: Marcos Adair

“O blefe de um homem cego”

24 de junho de 2019

BLIND WINE TASTE DEF

É com esse tema curioso que o livro “Vinho para Leigos” chama a atenção para um tipo de exercício muito comum àqueles que apreciam vinhos: participar de provas ou degustações às cegas, sejam elas em eventos profissionais ou encontros de enófilos. Obviamente que não se trata de ficar numa sala escura, colocar uma venda preta nos olhos e tomar o vinho dessa forma. Quem fica vendado é o vinho, não a pessoa, isto é, a prova é feita com os rótulos dos vinhos ocultos (cegos) dos participantes. Pelo menos restringindo o assunto para o campo da vida do apreciador do vinho (já que no campo profissional há muita polêmica sobre esse assunto), é possível afirmar que a maior vantagem de uma degustação às cegas é que ela está intimamente ligada a uma famosa frase latina: “vino veritas”. Sem saber que vinho estamos provando, estamos expostos ao vinho como ele é na garrafa, sem qualquer tipo de influência externa que nos seduza a gostar mais de um ou de outro rótulo, seja por causa do valor do vinho, da marca, do local de onde veio ou da uvas utilizadas. Além disso, degustadores extremamente habilidosos sempre estão fazendo degustações às cegas, tentando identificar vinhos e safras, em um esforço para aprimorar ainda mais suas habilidades. A degustação às cegas é sempre uma boa prática para isso, além de ser uma brincadeira muito divertida.

Por: Marcos Adair

A Maison de Champagne Lanson se prepara para Wimbledon com novos lançamentos

23 de junho de 2019

LARSON DEF

A Maison de Champagne Larson parceira oficial do Torneio de Tenis de Wimbledon desde 2001 tendo seu champanhe servido, exclusivamente,  em todos os bares e locais de hospitalidade dentro do local traz para nova edição do torneio o Gold Label 2009. O Gold Label 2009 não é feito todos os anos, com a qualidade da colheita determinando se uma safra é declarada. Os vinhos são envelhecidos por um mínimo de cinco anos após a colheita. O Gold Label 2009 será lançado oficialmente no The Championships, em Wimbledon, no dia 1º de julho Durante o Torneio de Wimbledon, as garrafas da Lanson voltarão a ter um disfarce com tema de tênis, desta vez na forma de jaquetas de garrafa de neoprene de edição limitada projetadas para manter as garrafas frescas por até duas horas. As jaquetas, que apresentam raquetes de tênis em miniatura, estão disponíveis em rosa ou verde.

Confrarias de Vinhos: 2. Como funcionam?

22 de junho de 2019

ISO DEF

A ideia é reunir amigos ou pessoas que possuam uma certa afinidade e definir um nome para a confraria. Fixam-se encontros regulares para o grupo e definem-se temas para os encontros, se possível com bastante antecedência. A experiência demonstra que o ideal é que o grupo tenha pelo menos 6 pessoas e até 12 ou 14 membros, para que a reunião não se transforme em uma festa e possa ser instrutiva e descomplicada (pelo menos 50 ml de vinho para cada um). Importante lembrar que o objetivo principal não é beber descontroladamente, mas aprender mais sobre vinhos. Pode haver uma apresentação de um tema e os confrades podem ter uma ficha de degustação para a análise dos rótulos. O ideal é que se use taças ISO (são pequenas e práticas) e os vinhos podem ser servidos às cegas ou não. Os encontros podem ser em restaurantes ou na casa dos confrades. A compra dos vinhos de cada encontro pode ficar ao encargo de uma pessoa (nível enófilo anfitrião), que depois repassa os valores para os demais membros. Ou ainda pode-se escolher o tema e cada pessoa (ou casal) se responsabiliza por levar o vinho (nível enófilo simplificado), conforme a faixa de preço definida. Se possível, para ser uma ocasião divertida para todos, o ideal é que os vários aspectos relacionados com a realização dos encontros (e não só o preço dos vinhos) sejam divididos de forma igualitária entre os confrades, para que não se torne uma obrigação para alguns.

 Por:Marcos Adair

Confrarias de Vinhos: 1. O que são?

22 de junho de 2019

CONFRA UM DEF

A palavra confraria é sinônimo de irmandade ou associação. Era comum na idade média, com fins profissionais ou religiosos (a maçonaria surgiu dessas irmandades). Mas as confrarias de vinhos só se popularizaram na França por volta dos anos 30, quando surgiu a famosa confraria “Chevaliers du Tastevin” na Borgonha, após a crise econômica mundial e a dificuldade que os “vignerons” tinham de vender seu estoque armazenado (essa irmandade se reúne anualmente no Château de Clos de Vougeot, um antigo château da Borgonha). Outro grupo que merece destaque é a Confraria dos Enófilos da Bairrada (em Portugal) e seu suntuoso banquete anual no Palacio Hotel do Bussaco, patrimônio arquitetônico do século XIX. A medida que o vinho se popularizou nos anos 80, no Brasil, as confrarias também surgiram e se popularizaram, com encontros regulares, algumas mais formais e outras menos informais. As confrarias são uma excelente iniciativa para aprender mais sobre muitos vinhos (ou safras de vinhos). Numa época que os preços de vinhos não param de subir, quem bebe no sistema de confrarias aumenta as possibilidades de descobrir muitos vinhos gastando menos, uma vez que cada participante pode levar uma garrafa ou todos podem dividir os custos de garrafas mais onerosas. Sem falar que ainda é uma ocasião para apreciar momentos de boa comida e confraternização.

Por:Marcos Adair

Confraria “Chevaliers du Tastevin” e doações para a Notredame

22 de junho de 2019

CONFRA DEF

A confraria de vinhos mais famosa do mundo, “Chevaliers du Tastevin”, que se reúne todos os anos do Château Clos de Vougeot na Borgonha, teve seu jantar internacional realizado deste 15 de junho de 2019. Na ocasião, a Irmandade dos Cavaleiros Tastevin coletou doações de todos os seus cavaleiros ao redor do mundo para serem enviadas à Fundação Notredame, que está responsável pela recuperação da igreja após o incêndio que ocorreu recentemente. Curiosamente, a adega de vinhos do Clos de Vougeot é contemporânea do início da construção de Notredame, entre os anos de 1160 e 1170. A possibilidade de fazer doações também está aberta ao público em geral no site da confraria e o doador recebe um recibo fiscal. A confraria foi fundada em 16 de novembro de 1934 no “Caveau Nuiton” de Nuits-Saint-Georges, quando a Borgonha (e boa parte do mundo) passava por uma grave crise econômica e os vinhos não saiam das adegas. É considerada o renascimento de algumas irmandades báquicas dos séculos XVII e XVIII que haviam caído no esquecimento.

Por: Marcos Adair

Miraval Muse de Brad Pitt e Angelina Jolie: o rosé mais caro do mundo

21 de junho de 2019

A ROSÉ DOIS

Brad Pitt e Angelina Jolie estão divorciados há algum tempo, mas isso não interferiu nos seus negócios, principalmente no sucesso da Miraval Provence, vinícola que dividem sociedade com Charles Perrin, o competente proprietário do Château de Beaucastel, um dos melhores Chateauneuf du Pape que existem. Tanto que acabaram de lançar um novo rosé durante o Festival de Cannes, e o vinho foi arrematado em um leilão por 2.600 euros, um recorde de preço quando se trata de vinho rosé. O novo “cuvée” se chama Miraval Muse, é feito com as melhores e mais antigas parcelas de uvas Grenache, Cinsault, Rolle e Tibouren dos solos de rocha calcária do Miraval, é fermentado em tanques de concreto em forma de ovo, e parte do vinho fermenta em barris de carvalho francês de 600 litros. O projeto é ousado, já que o Miraval Muse só é vendido em garrafas magnum e é um rosé feito para envelhecer. “Ele pode evoluir com o tempo e se tornar extremamente complexo”, disse o enólogo Marc Perrin à Wine Spectator. O preço de mercado do Miraval Muse (lembrando que se trata de uma magnum) deve ser aproximadamente 290 dólares. Uma garrafa magnum (1,5l) do vinho Muse de Miraval foi arrematada por 2.600 euros (cerca de R$ 11.200) em leilão beneficente para a Fundação GoodPlanet , do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand .

Por: Marcos Adair

Operação “Vino Veritas” investiga fraude na importação de vinhos em São Paulo

21 de junho de 2019

A SÃO PAULO

Conforme amplamente noticiado essa semana pelos meios de comunicação, a Secretaria da Fazenda e a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, com o apoio de Agentes e Delegados da Polícia Civil, desarticularam um esquema fraudulento de não recolhimento de impostos de um dos maiores importadores de vinhos do Brasil. A empresa basicamente simulava a importação de vinhos, principalmente da América do Sul e Europa, para contribuintes com endereço em Alagoas. Depois disso, as mercadorias eram transferidas para empresas paulistas e toda essa mercadoria era vendida para restaurantes, supermercados e adegas sem o recolhimento do ICMS para o governo de São Paulo. A Secretaria da Fazenda de São Paulo afirma que desde 2018 a empresa comercializou mais de 60 milhões de reais em vinhos sem recolhimento desse imposto. A dívida da empresa com o fisco paulista já acumula, entre imposto não pago e multas, mais de 200 milhões de reais. Nessa operação, foram bloqueados 7 milhões de reais da conta bancária da empresa e mais de 20 carros de luxo dos sócios, dentre eles Ferrari, Porsche, Mustang, Jaguar, Mercedes-Benz e BMWs.

Por: Marcos Adair