Arquivos da categoria ‘Falando sobre Vinhos’

Dez aromas encontrados no vinho com passagem em barricas (IV)

19 de junho de 2019

COURO DEF

Um vinho pode oferecer ao enófilo uma variedade de mais de 500 aromas. Sim, 500! Mas, 10 aromas são facilmente identificaveis quando o vinho passa por barricas quando do seu processo de afinamento, processo este chamado de crianza, pelos espanhóis.

Aroma 4: couro. Esta nota pertence à família animal. O aroma de couro ou selaria geralmente se manifesta em vinhos que têm uma certa idade, quinze a vinte anos na garrafa. Nos vinhos feitos com Syrah é muito comum encontrar este aroma.

Qual é a melhor hora para tomar um vinho?

17 de junho de 2019

A MELHOR HORA

Para os profissionais que fazem degustações, ou “análises sensoriais” de vinhos, o melhor momento é sempre pela manhã, quando a percepção está mais “desperta” ou, se preferir, quando se está menos exaustos depois de um dia de constantes estímulos sensoriais.
No entanto, à medida que o fim do dia se aproxima – ou o fim de semana – há pessoas que gostam de tomar duas taças de vinho para relaxar, fugir do estresse e de um duro dia de trabalho, ou simplesmente para brindar pela chegada do fim de semana.
Por outro lado, há aqueles que preferem vinho apenas para ocasiões especiais, em eventos, celebrações, refeições com a família ou amigos, … mas sempre em boa companhia.
Mas qual é o melhor momento para apreciar o vinho? Deve se buscar pelo prazer sensorial como profissionais, ou emocionais como outros mortais?
Pesquisadores descobriram recentemente que não existe apenas a “hora do vinho”, entendida como a época em que o maior número de consumidores opta por essa bebida, cujo pico é sexta-feira às 18h30, mas também revela que o momento em que o consumo de vinho começa às 4:45 e termina às 9:00 da noite.

 

Dez aromas encontrados no vinho com passagem em barricas (III)

16 de junho de 2019

OLOR UM

Um vinho pode oferecer ao enófilo uma variedade de mais de 500 aromas. Sim, 500! Mas, 10 aromas são facilmente identificaveis quando o vinho passa por barricas quando do seu processo de afinamento, processo este chamado de crianza, pelos espanhóis.

BAUNILHA

Aroma 3: baunilha. Encontra-se em muitos dos vinhos envelhecidos em novos barris de carvalho, porque o aroma de baunilha vem da madeira. O carvalho americano é mais rico em vanilina e lactonas de uma maneira que proporciona mais aromas de baunilha do que o carvalho francês.

Dez aromas encontrados no vinho com passagem em barricas (II)

15 de junho de 2019

AROMA NOSE

Um vinho pode oferecer ao enófilo uma variedade de mais de 500 aromas. Sim, 500! Mas, 10 aromas são facilmente identificaveis quando o vinho passa por barricas quando do seu processo de afinamento, processo este chamado de crianza, pelos espanhóis.

CLOVE DEF

Aroma 2: cravo. Aroma de especiaria relacionado ao eugenol, presente nos vinhos brancos e tintos com envelhecimento em madeira.

Dez aromas encontrados no vinho com passagem em barricas (I)

14 de junho de 2019

AROMA UM

Um vinho pode oferecer ao enófilo uma variedade de mais de 500 aromas. Sim, 500! Mas, 10 aromas são facilmente identificaveis quando o vinho passa por barricas quando do seu processo de afinamento, processo este chamado de crianza, pelos espanhóis.

COCO UM

Aroma 1: coco. Este aroma está sempre relacionado com tosta da barrica e a origem da madeira sobre a qual o vinho repousa. Nota característica em vinhos envelhecidos associados a furanonas, aldeídos, furanos e tióis. Os vinhos cujo envelhecimento foi feito em carvalho francês geralmente oferecem ao enófilo quando da avaliação olfativa a nota clássica de coco.

Fonte: Vinetur

O que é o estilo de um vinho?

13 de junho de 2019

ESTILO DOIS

O estilo de um vinho, pelo menos no Velho Mundo, é a forma como o tempo, o terroir e a cultura de determinado lugar definiram as características da bebida. Um grande exemplo é o vinho tinto de Bordeaux: seu estilo é encorpado, com muito tanino e muita acidez, sempre elaborado a partir de um blend de uvas, porque o terroir é inóspito e arriscado demais para fazer o vinho de uma uva apenas. Então o enólogo elabora seu blend conforme a qualidade das uvas em cada ano, criando um vinho longevo e potente. Já a Borgonha faz um vinho tinto com apenas uma única uva, a pinot noir, que se adequou ao lugar por uma série de fatores no decorrer do tempo, mas que produz um vinho leve e elegante. De modo geral, a categoria mais ampla de estilos de vinho é tinto, branco, rosé, espumante, fortificado e de sobremesa. Existem outras subcategorias, como vinhos de corpo leve, corpo médio e encorpados, e assim por diante. O grande desafio do amante do vinho é conhecer o máximos desses estilos e encontrar aquilo que mais agrada o seu paladar.

Por: Marcos Adair

Cinco dietas populares que permitem beber vinho – 5. Dieta cetogênica.

7 de junho de 2019

DC DEF

A dieta cetogênica ou “lowcarb” é mais uma dieta que se tornou muito popular nos últimos tempos, porque consegue fazer seus adeptos perderem muito peso em pouco tempo. A estratégia presente na dieta é um rearranjo alternativo entre os macronutrientes que devem compor a alimentação, de forma que a grande fonte de energia passa a ser as gorduras. As proteínas permanecem sendo consumidas em quantidades adequadas, mas a grande diferença está no consumo de carboidratos em quantidades mínimas. Sem carboidratos, o corpo é praticamente forçado a quebrar a gordura que vem dos alimentos e também a que já está acumulada no corpo (devido aos excessos de carboidratos na alimentação) e esse processo todo acaba levando a perder peso.Entretanto, os especialistas em dieta estão muito divididos quanto à sua eficácia, e a decisão de colocar o seu corpo no estado metabólico de cetose traz alguns riscos para a saúde, razão pela qual é preciso cuidado redobrado em consultar um médico ou um nutricionista de confiança. A dieta “lowcarb” permite usufruir de uma taça de vinho sem problemas. O orçamento estrito de carboidratos pode fazer com que se faça alguma matemática mental para ver quanto você pode “pagar” para beber. Uma taça de 150 ml de branco seco ou tinto contém cerca de 3 a 4 gramas de carboidratos, tornando-se uma opção melhor do que a maioria das cervejas, e uma escolha muito melhor do que bebidas mistas, como rum e cola, que ter mais de 20 gramas de carboidratos por 150 ml. Só é preciso cuidado com vinho de sobremesa, pois 90 ml possui cerca de 12 gramas de carboidratos.

 Por: Marcoas Adair

O resveratrol e outros antioxidantes não são anti, eles agregam oxigênio

5 de junho de 2019

UVA E VINHO DEF

A hipertensão arterial é uma das principais causas de patologias potencialmente mortais, como ataques cardíacos e derrames. Estima-se que na Europa e nos Estados Unidos um em cada três adultos sofra desta doença. Por mais de uma década, os cientistas descobriram ligações que ligam a pressão arterial mais baixa e o resveratrol, o composto de vinho tinto que tem sido amplamente pesquisado por seus vários benefícios para a saúde. Agora, um novo estudo realizado por pesquisadores do King’s College London esclarece por que esse polifenol pode ser bom para a saúde cardiovascular.
O estudo, publicado na revista médica da American Heart Association e financiado pela British Heart Foundation (não por vinícolas), testou o resveratrol em camundongos com pressão alta e observou seus efeitos em nível molecular. Os pesquisadores descobriram que o resveratrol reduziu a pressão arterial em camundongos, de acordo com estudos anteriores. Mas eles também descobriram de que maneira ele faz isso. “O estudo mostrou que, em condições que refletem doenças cardíacas e circulatórias, o resveratrol atua como um oxidante para baixar a pressão arterial”, escreveram os pesquisadores do estudo em um comunicado. Em termos simples, eles viram que o resveratrol adicionou oxigênio às proteínas, o que causou um “vasodilatação “, o que significa que os vasos sangüíneos se expandiram, o que permitiu que a pressão arterial caísse.
Esse achado é particularmente interessante porque o resveratrol é frequentemente elogiado por suas propriedades antioxidantes. Os antioxidantes estão associados à proteção das células contra danos causados por moléculas potencialmente prejudiciais conhecidas como radicais livres que causam estresse oxidativo nas células, o que desencadeia o envelhecimento precoce e o aparecimento de doenças. No entanto, este novo estudo sugere que o resveratrol e outros “antioxidantes” podem realmente ajudar, adicionando oxigênio, o que significa que não há nada “anti” sobre isso.

Fonte: Todovino

 

A mineralidade no vinho (II)

3 de junho de 2019

MINE UM

A mineralidade é um termo usado para descrever aromas e sabores que cheiram ou têm gosto de rochas ou matéria orgânica (solo). No entanto, “mineral” não é a mesma coisa que rocha ou solo, já que solo e rocha são geralmente feitos de vários minerais. Geologicamente falando, mineral é um composto químico natural e ele não possui odor. Assim, em termos de léxico do vinho, seria mais técnico mencionar aromas ou sabores de pedra molhada, pedra de cascata, sílex, concha de ostra, pedra de isqueiro, do que utilizar o termo impreciso “mineralidade”. Essa “mineralidade” existe em vinhos feitos em lugares pedregosos e de clima frio. Está presente em brancos de alta qualidade como Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling, mas também em tintos de Syrah, Pinot Noir e outras uvas, ainda mais quando elaborados com mínimo afinamento em madeira ou sem afinamento. Isso quer dizer que a planta absorveu minerais geológicos do solo e armazenou na uva, trazendo seus aromas e sabores? Não. Pelo menos a ciência afirma que não há como provar que isso acontece, porque a quantidade de minerais presentes numa uva (potássio e cálcio, por exemplo) é tão ínfima que seria impossível sentir aroma ou sabor. Pesquisas recentes sugerem que a maioria dos aromas minerais no vinho são devidos a compostos de enxofre derivados da fermentação.

 Por: Marcos Adair

A mineralidade no vinho (I)

3 de junho de 2019

MINERALITY DEF

“Mineralidade” é um termo constantemente citado para descrever aromas ou sabores no mundo do vinho, mas é polêmico e frequentemente mal compreendido. O que seria a mineralidade no vinho? Ela existe em vinhos tintos e brancos? O caráter mineral do vinho vem do solo? Segundo Sarah Jane Evans, Master of Wine e articulista da revista Decanter, o termo “mineralidade” ficou em moda nos anos 1980. Ele nunca foi citado por Emile Peynaud, o pai da enologia moderna e nem consta na  famosa Roda dos Aromas criadas pela americana Ann Noble nos anos 1970 para estudos de degustação de vinhos. Por outro lado, é muito defendida por enólogos e alguns estudiosos, que afirmam sua existência. O editor da Wine Spectator Harvey Steiman diz que mineralidade lembra a sensação de cheirar uma calçada de cimento depois da chuva, ou de ficar ao lado de uma parede de tijolos quentes. É um termo usado para descrever sabores que cheiram ou têm gosto de rochas ou matéria orgânica (solo).

Por: Marcos Adair