Arquivos da categoria ‘Falando sobre Vinhos’

As tendências que poderão ocorrer no mercado de vinhos em 2019 (V) O boom das uvas nativas da Itália

17 de janeiro de 2019

NERO DEF

O mundo do vinho muda mais rápido do que se pensa. Incentivado por uma política turbulenta, herdada de 2018 é possível que o ano de 2019 seja atingido  por guerras comerciais, pela atual instabilidade do Brexit e catástrofes como erupções de vulcões, seca, inundações impulsionadas pela mudanças climáticas e tudo isso fará alguns vencedores – e outros perdedores – nas regiões vinícolas.
De acordo com um artigo no diário financeiro Bloomberg, estas serão as principais tendências que marcarão o mercado de vinhos em 2019:

5 – O boom das uvas nativas da Itália

Além dos vinhos da Toscana e Piemonte, há um interesse crescente em torno de uvas nativas de outras regiões da Itália, especialmente quando se trata de vinhos brancos. “De Garganega a Nero d’Avola, não faltam uvas interessantes que produzem vinhos com identidade verdadeira”, observam os mais diversos relatórios.”Uma variedade que teve um desempenho particularmente bom é a Fiano, suas vendas cresceram 63% em volume no ano passado.

As tendências que poderão ocorrer no mercado de vinhos em 2019 (I)

11 de janeiro de 2019

VINA JOVEN

O mundo do vinho muda mais rápido do que se pensa. Incentivado por uma política turbulenta, herdada de 2018 é possível que o ano de 2019 seja atingido  por guerras comerciais, pela atual instabilidade do Brexit e catástrofes como erupções de vulcões, seca, inundações impulsionadas pela mudanças climáticas e tudo isso fará alguns vencedores – e outros perdedores – nas regiões vinícolas.
De acordo com um artigo no diário financeiro Bloomberg, estas serão as principais tendências que marcarão o mercado de vinhos em 2019:

VINAS OLDS1 – O antigo está de volta

A redescoberta de vinhas velhas e abandonadas e a adoção de variedades esquecidas continuarão a alimentar a sede por gostos além dos clássicos, e podem revelar meios úteis de adaptação às mudanças climáticas.
O Chile, por exemplo, está trabalhando para resgatar os velhos vinhedos plantados por exploradores espanhóis séculos atrás, bem como para ressuscitar velhas técnicas de vinificação.

Cuidado! Chegam ao mercado, vinhos de imitação: réplicas baratas de grandes vinhos (II)

16 de dezembro de 2018

REPLICA DOIS

A partir de informações fornecidas pela Ellipse Analytics,  que identificou os compostos que estão relacionados a mais de 500 atributos diferentes dos vinhos, bem como as combinações precisas de ésteres, ácidos, proteínas, antocianinas e outros polifenóis que determinam que lhes confere  sabor doce ou picante, enólogos veteranos experimentam blends de vinhos com perfis semelhantes em sabor e aroma – e compram a granel diretamente dos viticultores da Califórnia – até encontrarem o resultado que estão procurando. Então essa réplica retorna ao laboratório para testar sua pureza e garantir que não contenha pesticidas, metais ou microtoxinas. E se receber a aprovação, é repassado ao mestre sommelier Brett Zimmerman para compará-lo com o vinho original e oferecer sua opinião sobre como melhorá-lo e ajustá-lo.
Uma vez que estes ajustes são feitos por tentativa e erro, o novo vinho é submetido a um grupo de 30 a 50 provadores, e se for indistinguível para a maioria, é considerado bom para venda. Eles já comercializam nove vinhos nos Estados Unidos. Entre eles, Pickpocket, inspirado em The Prisoner; Knockoff, como uma réplica da Reserva do Vintner de Kendal-Jackson; Just Right réplica do Joel Gott; Retrofit de Rombauer e Per Sempre de Far Niente Chardonnay 2015.

Cuidado! Chegam ao mercado, vinhos de imitação: réplicas baratas de grandes vinhos (I)

16 de dezembro de 2018

REPLICA UM

A empresa Replica Wine, do Colorado, começou a recriar os vinhos californianos de grande aceitação entre os consumidores americanos, para vender pela metade do preço do original. Eles asseguram que o objetivo não é alcançar um vinho idêntico ao de outra vinícola, mas um outro vinho que reproduza pelo menos 90% de suas propriedades organolépticas e seja virtualmente indistinguível para a maioria daqueles que o consomem. E, de acordo com relatos da mídia local, sommeliers e foodies que os experimentaram, parece que sim.
A chave, explicam os gerentes da empresa, está em seu método de trabalho, que combina a ciência da química com o artesanato da produção de vinho. Primeiro, eles analisam em laboratório o vinho que querem replicar para identificar e quantificar – com um espectrômetro de massa e outros dispositivos – a presença das moléculas que determinam o aroma, sabor e cor do vinho. O laboratório com o qual eles trabalham e que está na origem da empresa, Ellipse Analytics, identificou os compostos que estão relacionados a mais de 500 atributos diferentes dos vinhos, bem como as combinações precisas de ésteres, ácidos, proteínas, antocianinas e outros polifenóis que determinam que lhes confere  sabor doce ou picante, um aroma de mirtilos, baunilha ou couro velho, uma cor de cereja ou berinjela.A sensação amanteigada do chardonnay da Califórnia, por exemplo, vem do diacetil, enquanto o aroma da páprica do malbec é fornecido pela metoxipirazina. Desta forma, técnicos de laboratório podem relacionar as propriedades químicas do vinho a serem replicadas com os descritores de sabor e aroma, como carvalho, especiarias, flores, frutas e outras notas, para que os produtores tenham um mapa para recriá-lo.

Aromas florais: a cada vinho uma flor

7 de dezembro de 2018

AROMAS FLORAIS DEF

Os aromas primários dos vinhos são percebidos quando a princípio o vinho entra em contato com o ar em uma taça. Na avaliação olfativa, são percebidos esses aromas voláteis  que falam das castas utilizadas e do grau de maturidade da uva sendo dominantes nos vinhos jovens. Entre eles estão os diferentes tipos, notadamente os florais.
Notas florais são algumas das descrições que muitas vezes aparecem em qualquer contra rótulo uma garrafa de vinho. Estes estão presentes com proeminência notória e recordam flores, mas também árvores e até arbustos. A questão é uma questão de terroir, e é desta forma que existem cepas que são geneticamente carregadas com componentes florais. Assim, por exemplo, as rosas transmitem suas características ao terroir por suas raízes e, por sua vez, as videiras podem adquiri-las. Por outro lado, existem cepas que já possuem componentes florais em seus “genes”
Os perfumes de flores brancas e amarelas são frequentes em vinhos brancos. E os aromas de flores vermelhas são detectados mais amiúde nos vinhos tintos.
Os aromas de rosas fresco são oriundos do álcool feniletílico, enquanto as rosa mais evoluídas correspondem ao geraniol e especialmente o betacitronelol.
Por outro lado, violetas aparecem como uma molécula chamada betaionona e vem da degradação dos carotenos. Este aroma pertence à gama de florais, o seu perfume doce também evoca a framboesa em vinhos jovens e depois evolui para húmus nos vinhos mais maduros.

 

Os aromas terciários de um vinho … sabe o que são?

30 de novembro de 2018

AROMAS TERCIARIOS

Os aromas terciários, são os típicos do envelhecimento de longa duração dos vinhos, em garrafa. É uma evolução de aromas que leva a aromas de couro e peles de animais. Este buquê é criado na garrafa e pela união de diferentes aromas primários e secundários.
É um aroma efêmero porque desaparece logo quando você abre a garrafa e entra em contato com o oxigênio. Os aromas terciários são:
Peles, couro, tostados, café, amêndoas, nozes, etc.

Os aromas secundários de um vinho … sabe o que são?

29 de novembro de 2018

AROMAS SECUNDÁRIOS DEF

Os aromas secundários são aqueles que são formados no processo de fermentação do mosto pelas leveduras.As leveduras atuam sobre o mosto, não só produzindo álcool e dióxido de carbono, mas também uma série de subprodutos que têm um papel importante no sabor e aroma do vinho.O álcool, nesses casos, funciona como um excipiente, no qual os elementos aromáticos são dissolvidos.Na avaliação olfativa são diferenciadas três classes distintas:

Fermentação: padaria, pão de ló, pão ralado.
Lácticos: iogurte, leite, fermento, queijo fresco.
Amilícos: esmalte, banana, verniz.

Os aromas primários de um vinho … sabe o que são?

28 de novembro de 2018

A TAÇA E AROMAS

Os aromas do vinho provem principalmente das peles da uva. Eles são transferidos para o vinho em diferentes etapas de produção, dependendo da variedade da casta, da técnica usada ou do objetivo do enólogo.
Nas degustações, por simplicidade, costumeiramente se fala de três tipos de aromas. Aromas primários, secundários e terciários. Aromas primários: São característicos da linhagem, da uva, da fruta, da variedade, … e dependem da área onde é cultivada, da variedade a que pertence, do tipo de composição do solo, da climatologia existente na região. do lugar e da safra.Eles podem ser de 4 classes distintas:

Florais: Jasmim, rosa, lilás, flor de laranjeira, flor de acácia, violetas.
Vegetais: Pimenta, erva cortada, feno, eucalipto.
Frutados: maracujá, pera, pêssego, damasco, morango.
Minerais:Ardósia molhada, granito, ponta de lápis.

Pirazinas ? O que é isso ?

23 de setembro de 2018

PIMENTÃO

É muito comum se falar sobre pirazinas quando se trata de vinhos tintos. E embora pareça que o termo se refira a um componente químico de origem duvidosa na verdade, é um descritor aromático, seguramente o mais simples de reconhecer .
Em suma, a pirazina é responsável pelo aroma que lembra o pimentão  verde (especialmente). Há castas que o têm em maior presença que outros, como por exemplo, a Cabernet Sauvignon e a Cabernet Franc. A Carmenere também a tem e, embora em menor grau também, e também a Merlot entra nessa lista. A pirazina é naturalmente, encontrado no cacho da uva e sua concentração diminui à medida que as uvas amadurecem. Por exemplo, se se colhe a Cabernet Franc antes da maturidade natural (quando não há mais produção de açúcar na baga), esse vinho quando é terminado tem um aroma mais forte de pimentão verde do que o habitual.
Outros factores que influenciam a quantidade de pirazinas no vinho é a temperatura de maturação da planta (uma temperatura  mais elevada tem mais concentração), algum trabalho feito durante a fermentação, a forma como é produzido e o envelhecimento em garrafa.

Fonte: https://www.vinetur.com/2018091748241/pirazinas-que-es-eso.html

Os três motivos pelos quais o vinho é doce (IV)

26 de julho de 2018

DOCE COM AMENDOAS DEF

O “Açúcar Térmico”

A temperatura do vinho também pode causar uma sensação doce. A temperatura produz uma curiosa sensação açucarada chamada pelos sommeliers e enólogos como “açúcar térmico”.
A explicação deste curioso fenômeno é que quando as papilas gustativas da ponta da língua são aquecidas pelo vinho (especialmente no caso dos tintos), o nervo das mesmas são estimulados pelo calor recebido transmitem a mesma sensação que teria recebido pelo estímulo do açúcar.
A origem do “açúcar térmico” deve-se a uma sobreposição das excitações sápidas e térmicas nos ramos do nervo trigêmeo correspondentes à língua, e onde uma sensação pode ser confundida em parte com a outra. Em palavras simples, mais uma vez o cérebro nos engana e percebemos doçura onde realmente não existe.