Por que a garrafa de vinho não corresponde a 1 litro?

17 de janeiro de 2021 por Elmano Marques

A VINHO DEF

Essa pergunta já deve ter se passado na cabeça de muitos enófilos. Cogita-se a possibilidade de que os 750 ml tenham nascido da “capacidade pulmonar” dos sopradores de vidro, diz a revista Adega. Também se defende que os produtores de vidro só eram capazes de criar espaços que correspondiam a 650 ou 750 ml de líquido quando sopravam o vidro quente para os recipientes. Outra teoria diz que 750 ml era a quantidade média de vinho consumido por refeição por um europeu. Há quem sustente ainda que a medida teria sido padronizada em decorrência da quantidade de taças servidas em um restaurante (com 750 ml, você poderia servir até seis taças de 125 ml). Porém, segundo a revista Superinteressante, como sempre, a culpa é de uma divergência entre o sistema métrico de unidades e o sistema imperial inglês, bem mais antigo. No século 19, o Reino Unido era o mais importante importador de vinhos franceses e os ingleses adotavam o uso do galão (gallon), que equivalia a 4,546 litros. Por isso, os franceses adotaram caixas com 6 garrafas de 750 ml que, somadas, dão exatamente 4,5 litros ou um galão. Isso era muito conveniente para os britânicos, que podiam cobrar a caixa por galão, e também para os comerciantes bordaleses, que usavam um valor não tão quebrado (aliás, o costume de vendas de caixas de vinhos com 6 garrafas permanece até hoje). A conversão funcionava melhor ainda para a venda em barris de 50 galões (225 litros), que rendem 300 garrafas. Para outras informações, o blog publicou uma matéria semelhante em 12 de novembro de 2012, com o tema: “Curiosidades – Por que as garrafas de vinho têm 750 ml?”.

Por: Marcos Adair

Vinhos da Estação Espacial Internacional voltam à Terra

17 de janeiro de 2021 por Elmano Marques

A ESPACIAL

A cápsula do SpaceX Dragon começou sua jornada de volta à Terra vinda da Estação Espacial Internacional (ISS) na última terça-feira dia 13 de janeiro de 2021 com uma carga bem incomum: 12 garrafas de vinho e 320 videiras. Segundo informa o site da CNN, os vinhos e videiras foram levados ao espaço em novembro de 2019 e março de 2020, respectivamente, como parte de um experimento organizado pela startup europeia Space Cargo Unlimited (SCU). Retornaram do espaço, especificamente, doze garrafas de vinho e 320 vinhas – 160 de Cabernet Sauvignon e 160 de Merlot – que passaram um ano dentro da Estação Espacial internacional. Conforme explica o site da revista Adega, o objetivo do programa é entender como esses vinhos e as plantas evoluiriam em gravidade zero e grande estresse. A nave de carga SpaceX Dragon caiu no oceano Atlântico, próximo à Flórida, mas o mau tempo acabou atrasando a recuperação da nave em um dia. Após a carga ser resgatada, os vinhos e as vinhas irão para a França, pois a Universidade de Bordeaux ficou encarregada de realizar uma análise e a comparação com amostras de controle que ficaram na terra. Não há informação de que rótulos foram levados à ISS, apenas se sabe que são todos do mesmo produtor e da mesma safra, passarão por uma análise química e uma degustação está marcada para o início de março de 2021. Não é a primeira vez que estes testes são feitos com vinhos e parreirais. A própria revista Adega já noticiou quando chineses e a NASA enviaram amostras para o espaço para estudar a viabilidade de produção de vinhos na gravidade zero.

Por:Marcos Adair

História das tapas: todas as versões sobre a origem das tapas (I)

17 de janeiro de 2021 por Elmano Marques

TAPAS-2

A sabedoria de Alfonso X

Reza a lenda que, exibindo a sua sabedoria, o Rei Afonso X promulgou na Idade Média que o vinho deve ser sempre servido com alguma comida para que o álcool não suba à cabeça. O alimento que acompanhava a bebida era uma fatia de queijo ou salsicha que servia de tampa para proteger o vinho. Há quem atribua esta medida aos Reis Católicos, que queriam evitar que lutas e motins se montassem à porta de hospedarias, tabernas e restaurantes.

Harmonização Vinho e Comida – Quiche de batata e salmão harmoniza com quais vinhos

16 de janeiro de 2021 por Elmano Marques

A QUICHE DE SALMON DEF

Os vinhos ideais para harmonização com este prato, são os tintos franceses de Pinot Noir, da Borgonha. Se a opção for por vinhos do Novo Mundo, os vinhos de Pinot Noir  neozelandeses e os californianos podem ser uma boa escolha.

Vinho e Jazz – Vocal Madness por Uptown Vocal Jazz Quartet

16 de janeiro de 2021 por Elmano Marques

A VOCAL DEF

Vocal Madness -.A arte da capa do álbum “Vocal Madness”(2014), do Uptown Vocal Jazz Quartet, representa uma sátira a famosa pintura de Edvard Munch ‘O Grito’, porém o que há de assustador no álbum é a linda sonoridade do sax de Richie Cole e os arranjos escritos por ele e pela líder do Quarteto, Ginny Carr. O Uptown Vocal Jazz Quartet canta na tradição do Manhattan Transfer e coloca sua sublime assinatura na fascinante arte do jazz vocal de grupo, com um repertório de standards e canções originais interpretadas  em uma harmonia estonteante.Destaques:”Pure Imagination”e “Now I Have Everything but You”. Muito bom. Disponível no Spotify.

P.S. Ideal para ouvir degustando uma taça de tinto do Novo Mundo, de um bom Pinot Noir californiano ou neozelandês.

História das tapas: todas as versões sobre a origem das tapas

16 de janeiro de 2021 por Elmano Marques

 

A TAPA UM

As tapas são uma das marcas da gastronomia da Espanha; faz parte da idiossincrasia do país. A história das tapas não é tão fácil de reconstruir, pois existem muitas versões diferentes da origem das tapas espanholas. O que fica claro é que tapas e vinho formam um casal indissociável desde o início do costume de comer algo com a bebida. Qual é a verdadeira história da tapa: todas as versões. Antes de mergulhar na história, se deve saber o que são e como são as tapas espanholas. As tapas são pequenas porções de comida que são servidas com vinho ou outras bebidas. Geralmente são pratos representativos da localidade, charcutaria, lanches quentes ou frios, que ajudam a despertar o apetite e impedem de se ingerir bebidas alcoólicas com o estômago vazio. Dependendo da região de Espanha, a tapa também pode ser chamada de pintxo, montadito, pote, aperitivo… Embora o nome “tapa” seja universal. Em alguns lugares a tapa é paga, mas em muitos outros é um presente da casa e seu preço está incluso no consumo de uma bebida.

Fonte: Vilma Delgado / Vinetur

O Brasil se torna o maior importador de vinhos do Chile

15 de janeiro de 2021 por Elmano Marques

A CHILE DEF

O Brasil é, atualmente, o principal destino das exportações chilenas de vinhos no mundo, o que corresponde a US$ 148 milhões (entre janeiro e outubro de 2020), ultrapassando os mercados do Reino Unido, Japão e China, conforme informou o ProChile Brasil (órgão do Ministério das Relações Exteriores do Chile que promove a exportação de bens, produtos e serviços chilenos e que possui sede em São Paulo). Essa boa performance pode ser constatada pelos números de exportação, que apontam um aumento de 19,1% do vinho chileno ao país, em comparação ao mesmo período de 2019. A crise sanitária golpeou fortemente a atividade vitivinícola e, mais especificamente, os setores de hotelaria e enoturismo. Mas as grandes vinícolas chilenas rapidamente focaram no e-commerce e os pequenos produtores também puderam suprir grande parte de suas vendas em exportação, voltadas para o consumidor final, cujo consumo durante o confinamento aumentou em 900%. “O ProChile, diante da crise provocada pela pandemia da Covid19, rapidamente se organizou para promover ações conectadas com o novo cenário, articulando encontros virtuais dos produtores com o mercado consumidor brasileiro. O resultado foi extremamente positivo, superando as expectativas”, diz María Julia Riquelme, diretora comercial do ProChile Brasil. O Chile é, na atualidade, o maior exportador de vinhos do Novo Mundo, com uma área total de vinhedos ocupando mais de 190 mil hectares e um potencial de produção de cerca de 1,3 milhão de litros, em média, por ano. Das 63 cepas cultivadas no Chile, a mais plantada é a Cabernet Sauvignon, com 39% do total, seguida da Merlot, com 12%, e Carménère com 10%. Abaixo de 10% estão as uvas Sauvignon Blanc (9%), Syrah (8%) e Chardonnay (7%).

Por: Marcos Adair

O vinho rosé é a cara do verão

15 de janeiro de 2021 por Elmano Marques

A MIRAVAL DEF

Conforme matéria publicada pelo Wine Intelligence, na última década houve uma mudança significativa na percepção do vinho rosé, que foram populares em um passado distante, posteriormente passaram por um período com conotação negativa e, nos últimos anos, ganharam novamente o mercado com versões elegantes e encantadoras. Ele tem se firmado principalmente entre os “millenials”, a geração entre 18 e 40 anos de idade. É um vinho fácil de se gostar, é agradável, leve e possui boa intensidade, ideal para pratos mais suaves, diz a revista Adega. Pode ser uma grande companhia para um churrasco de carne ou de peixe, para uma piscina ou para apreciar uma bela praia acompanhado de alguns petiscos. Segundo explica a Sommelier Amanda Loyo, o rosé combina perfeitamente com comidinhas de praia. A doçura e delicadeza de uma carne de caranguejo/guaiamum são o par perfeito para a delicadeza do rosé, diz ela. E acrescenta: também experimente harmonizar com petiscos à base de camarão, sururu ou aratu ao molho de coco, mariscos, patola à milanesa, polvo à vinagrete, ceviche ou, ainda nos pratos principais, com moqueca ou bobó de camarão, risoto de camarão, cioba recheada, salmão grelhado. Aproveite o tempo quente e explore essa bebida que, além de elegante e encantadora, é a cara do verão.

Por: Marcos Adair

Harmonização Vinho e Comida – Frango assado com queijo, alho-poró e bacon harmoniza com quais vinhos

14 de janeiro de 2021 por Elmano Marques

FRANGO DEF

Os vinhos ideais para harmonização são os brancos de Sauvignon Blanc,  do Novo Mundo .particularmente, os chilenos, sul-africanos e neozelandeses.

Vinho e Jazz – Minetta por Lilly Martin

14 de janeiro de 2021 por Elmano Marques

A LILLY DEF

Minetta – O álbum “Minetta”, deixa claro porque a vocalista nova-iorquina de raízes cubanas, Lilly Martin ascendeu tão rapidamente  a um nível internacional. Ela canta blues com paixão e soul com sensualidade. Um blues urbano poderoso com charme íntimo é isso que Lilly Martin e sua banda, liderada pelo guitarrista Oliver Keller, com Michael Dolmetsch, tecladista, Tom Beck na bateria e Markus Fritzsche no baixo, completam uma formação que consegue convencer. Destaques para as canções: “Life in the City”, “Fooled Around & Feel in Love”, “Runway”. Muito bom. Disponível no Spotify.

P.S. Ideal para ouvir degustando uma taça de tinto do Novo Mundo, particularmente os “premium”  de corte bordaleses chilenos.