30 de maio de 2024
Novidade

Coletivo CIDA (RN) realiza ações de dança, inclusão e acessibilidade na UFRN

Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) participaram de ação promovida pelo Coletivo CIDA (RN) unindo dança, inclusão e acessibilidade. Durante a ação desenvolvida para discentes do curso de teatro foi apresentado o espetáculo CORPOS TURVOS.

O Coletivo Independente Dependente de Artistas (CIDA ) é um núcleo artístico fundado no ano de 2016 por artistas emergentes, pluriétnicos, com e sem deficiências, oriundos das mais diversas regiões do Brasil e radicados na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

Contemplada pelo Prêmio Funarte Circulação e Difusão da Dança – 2022, a iniciativa desenvolvida pelo CIDA na UFRN traz uma série de ações voltadas para instituições de ensino de dança e arte, com o objetivo de promover a diversidade, além do compartilhamento de conhecimento e experiência.

Durante o projeto, que já passou pelas cidades de Campina Grande (Paraíba) e Recife (Pernambuco), o CIDA oferece de forma completamente gratuita e acessível por meio de tradução para Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), apresentação de CORPOS TURVOS e bate-papos onde são compartilhadas as metodologias utilizadas na construção do espetáculo.

Para Arthur Moura, produtor e fundador do CIDA, essa ação possui potencial transformador. “O projeto visa capacitar as pessoas a desenvolverem pensamentos críticos e a participarem ativamente de uma prática democrática.” declara Arthur Moura.

Promovendo a Inclusão e a Cidadania

Fundado por Arthur Moura, René Loui e Rozeane Oliveira, artistas e produtores, o CIDA tem se destacado no cenário cultural norte-rio-grandense e no Brasil por sua produção experimental e inclusiva.

Agora o núcleo dá mais um importante passo na sua trajetória possibilitando a capacitação e compreensão das nuances da dança inclusiva, contribuindo assim para uma sociedade mais plural e democrática.

Os bate-papos estão sendo realizados em instituições como: Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Espaço A3 e Universidade Federal do Ceará (UFC).

“Levar o trabalho do Coletivo CIDA para o ambiente acadêmico tem sido algo grandioso, pois tem permitido que mais pessoas conheçam nosso trabalho, e as interações com eles têm sido maravilhosas. Os participantes das ações, em sua maioria estudantes de dança e teatro, estão trazendo o que veem em sala de aula e o que sentem, e tem sido muito gratificante receber esse feedback. Esperamos continuar a fortalecer esse vínculo com a universidade, o que é tão importante, principalmente para continuar a formar público.”, comenta Rozeane Oliveira, intérprete e fundadora do Coletivo CIDA.

Para Pedro Nogueira, artista e graduando em teatro, foi muito importante ver pessoas com deficiência ocupando um espaço de protagonismo. “Eu me senti parte da obra também. O que foi colocado em cena é algo que está muito próximo da minha vivência, e eu queria agradecer ao grupo por colocar pessoas com deficiências nesse lugar de protagonismo dentro da arte”.

Corpos Turvos

Corpos Turvos teve pesquisa iniciada no ano de 2019, a partir de uma residência artística na Odisha Biennale, na Índia. Inicialmente pensada como um espetáculo solo para os formatos presenciais, e a partir de outra residência artística virtual entre René Loui (MG/RN) e Jussara Belchior (SC), dois pesquisadores das diferenças na dança, se concretizou como obra de dança contemporânea. O processo criativo foi atravessado pelos protocolos pandêmicos e originou uma obra coletiva, híbrida e com tecnologias assistivas intrínsecas.

Em sua versão teste, Corpos Turvos surgiu como uma obra audiovisual em dança, desenvolvida colaborativamente entre o Coletivo CIDA, a Ilha Deserta Filmes e a Astromar Filmes. Corpos Turvos foi pensado coreograficamente de modo a não excluir a pessoa com deficiência, contrariamente, se construiu a partir das possibilidades de cada corpo que dança.

Esta é a primeira obra da trilogia em dança-tragédia criada pelo Coletivo CIDA. A peça coreográfica explora, por meio da dança, temáticas relacionadas à estigmatização, desumanização, extermínio e invisibilidade que afetam pessoas negras, a comunidade LGBTQIAPN+, indivíduos com deficiência, mulheres, povos originários e aqueles que convivem com o HIV ou AIDS. É um grito de socorro para que esses corpos deixem de ser números.

As ações seguem nos próximos dias com apresentações nos dias 28 e 29 de setembro às 19h no Espaço A3, na Ribeira. A duração do espetáculo é de aproximadamente 45 minutos e a classificação indicativa é de 18 anos.

Todas as informações sobre o CIDA podem ser acompanhadas através dos canais de comunicação do coletivo. Acesse: www.coletivocida.com.br ou acompanhe o Coletivo no Instagram em: @coletivocida.

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