EUZINHO/ Sobre Rita Lobo e fogo na panela do Carnaval

O mundo tomado por prévias de carnaval enquanto Euzinho remexo livros antigos. Revirando páginas da autobiografia de Ocimar Versolato descobri que Rita Lobo dividiu o teto e foi crucial para o primeiro desfile daquele que veio a ser o primeiro brasileiro na alta costura legítima de Paris. Entre um relato e outro, chegou-me uma imagem do Rio de Janeiro, visto de dentro de um táxi, tendo um toca-CD da Sony a repetir um remix de Elis Regina no fone de ouvidos. Era meu primeiro convite de uma semana de moda e, horas depois do desembarque, eu estaria no almoço de apresentação da Semana Barrashopping de Estilo. Eloysa Simão pedia desculpas ao dizer que não lifestyle tal o dos cariocas. Concordo. Porém, logo meu olhar ficou fascinado pelo estilo e presença de Fabiana, então jornalista do Jornal do Comércio de Recife. Sempre fui fã do jornalismo de Pernambuco. Mas, via a colega de profissão comecei a me interessar pelo cinema feito nas terras de Miguel Arraes.
Posso cometer erro por lapso temporal, todavia, não tem como esquecer de que nessa ou outras primeiras idas ao Rio, fui presenteado da amizade de Fabiana Gitsio, Johnny Anderson – icônico jornalista da revista Raça, e dos assessores Tereza e Toni Oliveira e David do Carmo. Sem falar da maravilhosa pernambucana mais carioca chamada, que me apresentou Lula Dufrayer. Uma das jornalistas que eu tive contato na primeira edição, esqueci o nome. Talvez por presenciar uma cena de cinema. Ao tentar servir-se no buffet da sala de imprensa, ela tropeça sobre a mesa de vidro. E depois de gritar, cai e deixa o chão tomado por comida. Apesar de não ter se machucado, parece que a trajetória no jornalismo de moda da jovem jornalista se arrebentou naquele chão da tenda armada no estacionamento do Shopping da Barra da Tijuca.
A prefeitura do Rio de Janeiro está organizando uma semana de moda, que terá Paulo Borges como diretor criativo. É tentador o estilo carioca. Porém, não planejo (até agora) cobrir semana de moda em 2026. É um assunto para análise posterior. Hoje, tenho me dedicado a declinar festejos de Momo. Logo eu que sempre amei e fantasiei (de) carnaval, ando dizendo não à pletora de alegria do carnaval 2026. Estou balançado a aceitar o convite de Tânia Maria para o bloco Doido Elétrico. E tenho compromisso do aniversário do bloco de aniversário de Tia Marlene. Estou desanimado. Um amigo que a moda me deu disse que gostaria de descobrir comigo o mistério da perna cabeluda, folclore do filme Agente Secreto, no carnaval de Recife. Fiquei tentado. Pensamento, movimento. A cena começa com “ação”. Emoção, Brasil.
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