8 pontos sobre Giorgio Armani, segundo Iesa Rodrigues

Quinta-feira, 03 d setembro, o mundo perdeu Giorgio Armani A passagem do estilista aconteceu poucos dias antes da abertura da Semana de Moda de Milão, quando estava programada para dia 25 de setembro abertura da primeira exposição de moda da Pinacoteca Brera, em Milão, em homenagem aos 40 anos da grife Giorgio Armani. A fim descobrir mais sobre o legado do designer ABZ Tribuna do Norte perguntou alguns nomes voltados ao tema de história da moda. Iesa Rodrigues – professora do Senai Cetiq e jornalista do Jornal do Brasil – elencou com exclusividade 10 pontos sobre o impacto do italiano sobre o estilo de vida. Posto que a marca está presente desde roupas, passando por perfumes relógios, night clubs e hotéis. A grife começou depois que o ex-estudante de medicina saiu de um emprego numa loja de departamento. Seguindo uma tendência de estilistas como Zegna, o jovem designer decidiu criar alternativa à clássica alfaiataria inglesa e criar o soft suit – marcado por ternos menos estruturados em tecidos e cores mais leves como linho. Nascia um estilo, que via Hollywood, ganhou as estrelas e o mundo. Na foto acima, o modelo brasileiro Marlon no desfile Giorgio Armani verão 2020.
ARMANI POR IESA

Trocou os tecidos tradicionais dos ternos – tricoline, Oxford, panamá, lã – pelo linho. Aboliu o forro em muitos ternos. Cores claras
Ficou conhecido nos USA quando fez o figurino do seriado Miami Vice
. Daí em diante vestiu atores e atrizes na cerimônia do Oscar
. Praticamente foi o criador dos uniformes da seleção italiana
Abriu café em Paris (carissimo), acho que tem hotel também
Quando todo mundo já consagrava Armani como criador de moda masculina, ele deslumbrou como feminino, quando começou a participar da semana da Alta Costura, com as coleções Armani Privé. Deslumbrantes
.Giorgio Armani é um símbolo da moda dos anos 1980, influenciou todas marcas, principalmente as femininas como Andrea Saletto, Maria Bonita, Giorgio Henri, que também aderiram aos linhos (da Braspérola e Leslie)
E o melhor, foi o ícone desde 1980 e nunca saiu de moda, nunca vendeu a marca, nunca foi alvo de fofocas.
ICÔNICO

John Travolta foi o primeiro astro do cinema a vestir Giorgio Arman. É missão impossível falar sobre moda e cinema, sem mencionar o figurino de Armani para Os Intocáveis e Gigolô Americano. Uma curiosidade Giorgio Armani criou as peças sob medida para Richard Gere, um ator que na época não era conhecido. O estilista criou trajes exclusivos para Bruce Wayne em Batman – Cavaleiro das Trevas.
TIMELESS CLASSY

Herbene Ramalho – que influencia em tendência de moda internacional e elegância – tem My Way, um dos perfumes mais icônicos de Giogrio Armani e usa, desde sempre, o nome do perfume como bússola para incursão no universo da moda. .”Armani é sinônimo de estilo atemporal e elegância sem esforço”, diz .Na foto, em evento assinado por Bebeto Torrers na L´Arome Parfumerie no CCAB Petrópolis.

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“Eu penso que Giorgio Armani é Chanel da moda masculina”
Andrew Bolton, curador
EM CASA

Joyce Stela arquiteta do JL Arquitetura, lembra do legado do Giorgio Armani em peças para casa. Armani assina linha, por exemplo, para Roca..

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PESAR POTIGUAR

Seguindo nos registros sobre o legado de Giorgio Armani, perguntamos à professora Aline Freire do curso de mda Universidade Potiguar (UNP) sobre o legado do estilista e o significado para a história da moda. Veja a resposta O legado de Giorgio Armani para a história da moda é marcado por inovações que transformaram a forma de vestir e pensar o estilo. Armani reinventou a alfaiataria, libertou o corpo das rigidezes formais e fez do minimalismo um sinônimo de sofisticação. Suas criações, lineares e precisas, redefiniram a ideia de poder e discrição no vestir. Em cada ombro estruturado, em cada paleta neutra, havia um manifesto de estilo que influenciou e, influenciam, até os dias de hoje, gerações inteiras de designers e consumidores. Armani simbolizava a fusão entre tradição e inovação, valores que, hoje, ganham ressonância na moda, como a moda autoral potiguar, em expansão nos últimos anos, que encontra inspiração nesse legado: a busca pela identidade própria, a valorização da autenticidade e a habilidade de transformar contextos locais em discursos globais. No luto pela perda, resta a celebração do ensinamento maior que Armani deixou: a moda só é eterna quando carrega identidade. Aline Freire é Docente de Estudos Críticos: História, Arte e Cultura no curso de Design de Moda da Universidade Potiguar (UnP)
Fotos Divulgação + Reprodução
