ABZ DESCONECTA / Se eu vencer meus medos, chego em Cotovelo de bike

Pois bem, eu já tive desejo pelos seguintes carros: Buggy, Vitara, Troller e Clio. Agora com a pauta, eu continuo achando bacana os carros 4×4. Mas democrático que sou, eu achei muito lindo o último lançamento do Mini. Se eu vencer todos meus medos, acho que vou conseguir chegar em Cotovelo, seguindo na Rota do Sol, de bicicleta.
POR AUGUSTO BEZERRIL
@augustobezerril
Hoje acordei pensando em carro. Há anos não dirijo, quando pego um veículo por aplicativo fico imensamente feliz quando vejo ser um carro amarelo, azul, vermelho. Facilita identificação. Desafiador de mim mesmo inclui na pauta notícias sobre veículos. Tenho estudado sobre o tema e pensando seriamente em voltar a dirigir. O meu primeiro carro foi um Fusca, como boa parte dos brasileiros das gerações boomers e millenials. Antes disso, eu andei em toda sorte de carro, até mesmo no emblemático do luxo dos anos 70: o Landau. Não sei se desligado que sou, fui chamado de blasé por esboçar zero entusiasmo por andar em automóveis dos sonhos tipo um Volvo. Sempre sonhei em andar livre pelo mundo, o carro ajuda, claro. Pois bem, eu já tive desejo pelos seguintes carros: Buggy, Vitara, Troller e Clio. Agora com a pauta, eu continuo achando bacana os carros 4×4. Mas democrático que sou, eu achei muito lindo o último lançamento do Mini. Se eu vencer todos meus medos, acho que vou conseguir chegar em Cotovelo, seguindo na Rota do Sol, de bicicleta. E mais longe vou de carro, avião e… trem.
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Até ontem, eu não sabia da existência de um carro chamado Fiat 500. O carro parece um Mickey Mouse. Achei divertido. Nem sei se comporta um Euzinho ou cachorrão tipo Pluto ou Pateta. Eu me acho super Scooby-Doo. O corajoso mais medroso ou medroso mais tentado a ter coragem.
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Quando adolescente para adulto, eu pegava a bike, que eu chamava de bicicleta, e me deslocava para onde eu gostaria de ir. Minha cabeça tinha apagado o pavor de, quando criança, uma motorista pouco desavisada danou o carro em minha direção e quase morri. Estou aqui vivo, sem muita coragem de andar de bicicleta no trânsito brasileiro de Natal. Mas adiante, a relação minha e automóvel tomou proporção trágica. Por momento, vou me alinhar ao assunto: como ir de um lugar ao outro.! E conto: escobri, aí, que amo transporte público. Acho chic andar de ônibus. A linha que passa na rua onde moro nunca está lotada. Eu me acho cosmopolita sentado em um dos assentos, lendo ou observando o trajeto. Confesso sentir um sopro de civilização sempre quando vejo pessoas conduzirem seus destinos em meio de transporte convergente do diverso que somos. Em cidades maiores, acho andar de metrô uma maravilha que Natal não possui. Andar de trem na Europa é outra maravilha sem igual. Uma das imagens mais lindas que vi na vida foi um casal se despedir de familiares antes de embarcar de Zaragoza. Achei bonito os dois abraçados, visualizando a topografia do centro da Espanha. Creio que a paisagem, assim compartilhada, nos une na particular condição de sentir ser humano.

Nelson Rodrigues iria dizer, que sou um personagem para quem a poética da crônica das vivências prosaicas do transporte urbano será marcante. Já repeti para o advogado carioca Thiago Gomes já tê-lo visto ao subir num ponto de ônibus em Botafogo no ano de nem vou dizer qual. Rodriguiano, descrevo a roupa,, o calçado e a mochila. Tudo condiz. Porém, a data não bate, pois Thiago estava morando, na época, em São Paulo. Hoje, eu pegaria meu carro 4×4 e subiria a serra carioca para renovar a ilusão de ótica e curtir a natureza de Ipiabas. A paisagem até lá linda, mas exige atenção redobrada. E o medo? Voltando a dirigir, eu seria certamente um cliente mais assíduo da Natal Pneus. Sempre fui grilado com segurança. Mesmo quando não era obrigatório, eu parecia um ET trafegando de cinto segurança. Alinhamento? Balanceamento? Eu entendo. Viram como não sou tão por fora assim? Sou curioso. Até ontem, eu não sabia da existência de um carro chamado Fiat 500. O carro parece um Mickey Mouse. Achei divertido. Nem sei se comporta um Euzinho ou cachorrão, tipo Pluto ou Pateta. Eu me acho super Scooby-Doo. O corajoso mais medroso ou medroso mais tentado a ter coragem.
ABZ DESCONECTA é um convite a deixar desligar do celular e viver a vida real.
