13 de janeiro de 2026
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Fernando Campos conta história da Casa Durval Paiva

POR AUGUSTO BEZERRIL

@augustobezerril

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A Casa Durval Paiva celebrou 30 anos como instituição de apoio à criança com câncer em festa, dia 11 de julho, no Versailles Recepções, em Natal. Com 37 prêmios acumulados ao longo de sua história, a ONG representa não só um marco institucional, mas um ponto de virada na vida do jornalista, escritor e influenciador Fernando Campos, diagnosticado com câncer na infância. Hoje, quase três décadas depois, Fernando segue como o porta-voz principal de uma história que começou a partir um desafio, que acabou por transformar a vida de outras crianças diagnosticada com câncer. Isto porque ao descobrir iniciativas de apoio aos pacientes nos Estados Unidos, a família de Fernando decidiu pela criação da Casa Durval Paiva. ABZ Tribuna do Norte conversou com Fernando Campos sobre a vivência de ser porta-voz de uma instituição que luta por acesso digno à saúde e acolhimento de famílias em situação de vulnerabilidade.

COM A PALAVRA

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Fernando Campos

Jornalista, escritor e palestrante.

Como surgiu a Casa Durval Paiva? Porque a instituição tem esse nome?

A Casa Durval de Paiva surgiu a partir de um momento de dor. Eu fui diagnosticado com retinoblastoma bilateral, que é o tumor ocular mais comum da infância. Minha família, então, saiu em busca de um tratamento de referência. O diagnóstico foi feito em Natal, confirmado em São Paulo, e o tratamento ideal encontramos no Wills Eye Hospital, na Filadélfia, nos Estados Unidos. Durante esse período, ficamos hospedados na Casa Ronald McDonald, que oferecia todo o suporte necessário para famílias do mundo inteiro que, assim como a nossa, estavam em busca de tratamento. Aquela experiência foi tão marcante que inspirou meus pais a criarem algo semelhante em Natal, entendendo a importância de acolher e dar suporte às famílias que enfrentam o câncer infantil.

Quando voltamos ao Brasil, meu avô materno, Fernando Paiva, já havia comprado a primeira casa — foi ali que tudo começou. E, respondendo também à próxima pergunta, o nome Durval de Paiva é uma homenagem ao meu bisavô, pai do meu avô Fernando. No momento da doação, ele fez questão de pedir que a casa levasse o nome do pai dele. Assim nasceu a Casa Durval de Paiva — com amor, propósito e o compromisso de transformar vidas.

Quando você se deu conta que a sua história passou a impactar a vida de outras crianças?

Desde muito pequeno, eu sempre soube da minha história e de como a Casa surgiu. Isso sempre foi contado para mim com muito carinho. Eu frequento a Casa Durval Paiva desde criança — tenho lembranças muito vivas da antiga casinha, ainda pequena, pintada com personagens da Turma da Mônica, da Disney… Lembro de cada etapa da construção, das mudanças, do crescimento. Com o passar do tempo e o meu amadurecimento, fui entendendo ainda mais a importância do trabalho da Casa na sociedade. Passei a me envolver de forma mais consciente e profunda. É quase surreal perceber que a nossa história foi o ponto de partida para algo tão transformador e duradouro. Até hoje, seguimos à frente da Casa Durval Paiva. Meu pai, Rilder Campos, é o presidente desde o início. Minha mãe, Daniela Paiva, também faz parte da diretoria. E eu hoje atuo como conselheiro. É um orgulho enorme ver o impacto que tudo isso gera na vida de tantas crianças e famílias.

Como é o dia-a-dia na Casa Durval de Paiva?

Quando a criança chega à Casa, o primeiro passo é o acolhimento pelo serviço social, que é a porta de entrada para todo o atendimento. Nesse momento, há um diálogo com a criança e seu acompanhante para entender suas necessidades específicas e encaminhá-la para os atendimentos adequados. Hoje, contamos com uma equipe multidisciplinar com cerca de 90 profissionais, incluindo terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicólogo, dentista, pedagogo, farmacêutico, entre outros. Pela manhã, normalmente, as crianças estão no hospital realizando exames e consultas médicas. Já no turno da tarde, se não estiverem internadas, elas seguem para a Casa Durval Paiva, onde recebem os atendimentos complementares de acordo com suas necessidades. Nosso objetivo é oferecer um cuidado integral, que vá além do tratamento médico — promovendo saúde, bem-estar, acolhimento e qualidade de vida.

Como foi participar da festa comemorativa da Casa Durval de Paiva?

Participar da festa foi algo realmente incrível. Faltam palavras para descrever a emoção, porque chega a ser inacreditável. Quando olho para trás — mesmo tendo sido apenas uma criança quando tudo começou — e escuto meus pais contando como foi o início, é impossível não se emocionar. Ninguém imaginava que chegaríamos tão longe. Que a Casa Durval de Paiva se tornaria uma referência nacional nesse tipo de trabalho. Que impactaria tantas vidas e abriria tantos caminhos. Ver a sociedade engajada, presente, participando e acreditando no que construímos é uma alegria imensa. Ainda mais num país onde tantas pessoas são descrentes. Uma das principais características da Casa sempre foi a transparência e a credibilidade. As pessoas confiam na Casa Durval de Paiva — e essa confiança foi construída ao longo dos anos. A adesão do público à festa é mais uma das muitas respostas que recebemos ao longo dessa trajetória. Sempre que a Casa precisa, a sociedade está junto. E isso é motivo de muito orgulho e gratidão.

Quais são as metas para o futuro da Casa Durval de Paiva?

As metas para o futuro são, acima de tudo, seguir avançando. Continuar desenvolvendo um trabalho de excelência, com dedicação e responsabilidade. A nossa principal causa é o diagnóstico precoce — e é por meio dele que conseguimos salvar vidas. Quando o câncer é identificado logo no início, as chances de cura aumentam significativamente, muitas vezes sem deixar sequelas. Por isso, essa bandeira seguirá sendo uma prioridade para nós. Também queremos expandir o nome e o alcance da Casa Durval de Paiva, chegando a cada vez mais regiões, mais famílias, mais espaços. Nosso desejo é que nenhuma criança fique sem acesso ao apoio e ao tratamento necessário. E, quem sabe, um dia possamos comemorar juntos a cura definitiva do câncer infantil.

MAKE DO BEM

Uma das mais respeitadas profissionais da beleza do Brasil, Adriana Gentil voltou a manejar pincéis e produtos de make up – após um hiato de anos – por uma mais que boa causa: treinar mulheres empreendedoras na indústria de beleza. Escolhida pela toda poderosa O Boticário, Adriana aceitou a missão de ensinar tudo que sabe sobre beleza e empreendedorismo de modo a viabilizar o empreendedorismo de 30 mulheres potiguares, em ação do Gentil Negócios. A franquia potiguar é a primeira da rede O Boticário a formar turma presencial do curso composto de técnicas de maquiagem e conteúdos de empreendedorismo, com foco em empregabilidade para mulheres em situação de vulnerabilidade. Ao final das 63 horas de treinamento, as novas empreendedoras receberão kits de maquiagem. O Partage Norte Shopping serviu de base o curso, que teve apoio de Júlia Arruda.

FESTA DO BEM

Em foto de João Neto, Marcos, Natassya, Sandra e Heitor Boff na festa de 30 anos da Casa Durval Paiva no Versailles Recepções.

BEM +

Responsáveis pela produção da festa, Simone Silva e Bebeto Torres subiram ao palco e celebraram junto com Rilder Campos o legado da Casa Durval Paiva.

VIVA O BEM

Radicado na Zona Oeste, o Instituto Viva Esperança comemora 15 anos com desfile, sábado, na sede da instituição na Cidade da Esperança. Na ocasião serão apresentados sandálias criadas pelos alunos do projeto Passos de Esperança, durante curso composto por aulas de gestão e habilidades socioculturais. O projeto é uma parceria entre Sistema de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Missão Aliança e Instituto Viva Esperança.

ABZ PLAY

Com o lançamento do álbum “Marge Now”, que já está disponível em todas as plataformas digitais, o rapper Renegado inicia uma nossa fase em sua carreira, que acaba de completar 17 anos de atividades. A gente ouve!

Fotos Divulgação

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