14 de abril de 2026
ABZ PLATAFORMA

EUZINHO/ Um desejo master por um domingo slow

POR AUGUSTO BEZERRIL

@augustobezerril

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Hoje é domingo, um dia perfeito para não fazer nada. Nesse por nada, eu parei na palavra inglesa slow. Fiquei pensando a aflitiva missão de quem trabalhou na direção de arte da vida rica de Daniel Vorcaro. Pela pouca idade, o banqueiro exibia um repertório, só em artes plásticas, de deixar meio mundo boquiaberto. Será que ele aprovava item por item ou só dava o OK? Fico aflito só em pensar em toda pressão por “show off. Tudo na vida do personagem gira em torno de fazer os outros crerem. Vai do network à estética de série da Netflix do que chamam de lifestyle por esse mundo brasilis. Mesmo em cenário slow, como Trancoso, na Bahia, o rapaz não parecia ser low. Nem sei em qual temporada a coisa está, digo que cansei. Parei aqui!

Voltando ao slow, minha investigação sobre tema vem da decoração. Tenho quadros pelo chão da casa a espera de eu decidir onde colocar. Tenho um tampo de vidro de uma mesa esperando uma base. Tudo isso porque eu decidi que eu não queria TV pregada em suporte na parede. Descobri, tendo a sala vazia, o melhor ponto de visão para assistir noticiário, filmes e séries, tirando proveito da altura e profundidade do sofá. Com isso, o Seu Madrugada, em versão toy, e o Porquinho do porta-moedas de plástico azul ganharam inesperada alegria aos meus olhos, vistos sobre um móvel de madeira que pertenceu à minha mãe. O pufe de palha, que comprei há milhões de anos na FIART, retornou à sala. Olho para os pontos vazios da sala, agora sem mesa, sentindo uma sensação de calma. Paciência, também. Para quem versa sobre low, o texto está muito show off.

Vamos slow para moda, então? Gosto do tempo e uso das coisas, de quem repete e reinterpreta roupas e acessórios. Por um tempo, eu adorava ver com calma o visual de Dona Costanza Pascolato. Gostava de observar como ela adicionava uma jaqueta de Isabela Capeto ou um brinco Anna Rocha & Apolinário de modo que o todo traduzia exatamente a italiana, crescida no Brasil, como ela se mostrava para o Brasil. Os brasileiros amam a elegância italiana de Costanza. O que talvez prove alguns padrões universidais de vivências. Soube que a cantora Sabrina Carpenter teria vivenciado a vida em Natal e teria feito críticas positivas à banda Grafith e negativas ao transporte público. Não sei se é verdade. Natal é realmente uma cidade universal e pop. A cantora escolheu bem o destino. Como morador, espero que Sabrina faça ser mais fácil chegar na praia do Forte e Ponta Negra. Antes da observa da artista, a Prefeitura de Natal liberou o transporte público gratuito aos domingos. Bravo! Um domingo slow.

Foto ABZ TRIBUNA DO NORTE

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