22 de junho de 2024
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As lágrimas de João Gabriel como exemplo

Vaná e João Gabriel choram no gramado do Frasqueirão - FOTO: Adriano Abreu/Tribuna do Norte
Vaná e João Gabriel choram no gramado do Frasqueirão – FOTO: Adriano Abreu/Tribuna do Norte

Ao ver o vídeo do menino João Gabriel com o goleiro Vaná, o mais troglodita dos trogloditas terá seus olhos marejados. Esse é um momento de pureza, de sinceridade, de carinho e honestidade que deveriam servir como exemplo para dirigentes falsos, corruptos e que desdenham dos torcedores que são o espírito dessa magia que se chama futebol.

Olhar os dois, ídolo e fãs emocionados, juntos, me faz ter ainda mais raiva daqueles que usam o esporte para se beneficiar em detrimento do mau trato desse que é um patrimônio nacional.

Essas lágrimas não podem ser em vão. Elas representam uma paixão que não está apenas no coração do menino abecedista, mas que de várias outras formas, está na alma de 99% dos torcedores que vivem esse amor com seu clube, e que, de uma forma ou de outra se vê obrigado a ficar longe daquilo que ama, seja pela violência, seja pelos preços, ou seja pela cara de pau de muitos que fazem do futebol brasileiro merecedor do 7 a 1 que levou da Alemanha.

Juntos com João Gabriel, os torcedores e dirigentes honestos que ainda temos (tenho certeza que temos sim) devemos tomar de volta o que é nosso: o futebol brasileiro. Não podemos ver esse símbolo nacional ser destruído. Não podemos ficar calados quando vemos clássicos como ABC e América não lotarem mais um estádio com capacidade para 18 mil torcedores. Não devemos permitir que nos digam que não temos civilidade para sentar lado a lado com um rival por 90 minutos, entre outras coisas.

Enfim, que as lágrimas de João Gabriel sejam as nossas, por amor ao futebol.

Itamar Ciríaco

Editor de Esportes

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