1 de março de 2024
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As pessoas desejam voltar aos estádios

As pessoas querem ver o futebol nos estádios. As provas estão nos números. O América, brigando contra a queda, tem uma média de público superior a 9 mil pessoas e alguém tem dúvida que, nesta segunda-feira (21), contra à Aparecidense, na Arena das Dunas, esse público médio será superado? Com certeza teremos algo em torno de 15 mil americanos empurrando seu time contra o rebaixamento. O ABC, apesar de uma campanha pífia na Série B, conseguiu arrastar quase 5 mil heróis para ver o empate contra o Ituano. Vale salientar que o modelo de muitos jogos (competição longa) precisa ser entendido pelos clubes da Segundona na busca por novas formas de comercialização de ingressos a não sócios e sócios. Na Série A o formato é igual, mas as situações são diferentes. Em campo ainda temos craques de ponta nas grandes equipes, além disso, o torneio não importa apenas ao G-4 ou Z-4. 

Além dessas brigas, existem lutas pela Copa Libertadores e Sul-Americana, bem como compensações financeiras. Em meio a isso tudo, a vitória do Athletico-PR contra o Cuiabá por 2 a 0 na última terça-feira (15), na Ligga Arena, em Curitiba, simbolizou o fim do primeiro turno do Brasileirão Assaí, que tem sido um dos maiores da história. Mais de 4,8 milhões de torcedores pagaram para acompanhar seus times nos estádios. O campeonato apresenta uma média de 27.006 pagantes por jogo e supera com folgas a maior marca da história: edição de 1983, com 22.953 torcedores. Em comparação ao ano de 2022, que registrou a terceira melhor marca de público competição nacional, o crescimento é de 28,4% até a 19ª rodada. Em quarto lugar na tabela, o Flamengo leva o maior número de pessoas às arquibancadas, com média de 54.668 no Maracanã. 

Além disso, o Rubro-Negro carioca detém o recorde de público em um jogo desta temporada: Flamengo 1 x 1 Cruzeiro, em 27 de maio, válido pela oitava rodada.Atrás do Flamengo, está o São Paulo, apoiado por 48.650 pagantes por jogo no Morumbi. Ou seja, com cada campeonato apresentando um DNA diferente, vale à pena o clube analisar seus números, observar de onde vem seu torcedor, saber porque ele escolheu estar ali no estádio ao invés de estar vendo o jogo na sala de sua casa, no sofá, no bar, ou até mesmo porque não tem interesse. Com esses números que mostrei e esses dados que podem ser captados, há a possibilidade de um planejamento melhor e de crescimento ainda maior da média de público, principalmente falando em nível local, onde ABC e América, somados, possuem mais de 1 milhão de seguidores em suas redes sociais.

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