3 de março de 2024
Notícias

Prefeitura de Natal assume “extra-teto” e cirurgias cardíacas serão retomadas

O Prefeito Álvaro Dias determinou que a Prefeitura de Natal irá assumir,
de forma provisória, o pagamento do “extra-teto” de hospitais privados
que suspenderam o atendimento em cardiologia no Município. A
decisão foi comunicada, nesta terça-feira (7), no Palácio Felipe Camarão,
pelo secretário de saúde municipal, George Antunes e as cirurgias já
devem retornar ao agendamento nesta quarta-feira (8).

George Antunes SMS – foto Alex Régis


“A Prefeitura está assumindo uma responsabilidade que não é nossa.
Até quando Natal vai ficar pagando essa conta sozinho é uma pergunta
que eu faço”, questionou o secretário da SMS. Sem contar com os
repasses do Governo do Estado do RN, que já possui uma dívida com o
Município de R$ 70 milhões e com a ausência dos repasses mensais que
superam R$ 1,1 milhão, a capital potiguar tem assumido toda a conta.
“Se não bastassem os repasses em atraso nós temos outros dois
problemas graves. Desde o ano passado temos direito ao aumento do
teto financeiro para R$ 43 milhões. Tecnicamente isso já foi aprovado
pelo Ministério da Saúde, no entanto falta a liberação do valor”, revela
George Antunes. “A nossa execução financeira é maior do que as
receitas que chegam do Ministério”, complementa.
Um terceiro problema enfrentado pelo sistema de saúde em Natal tem
origem no sistema de pactuação entre os municípios. “Esse é crônico. O
Estado, que deveria reunir todos para uma revisão, não o faz. Temos um
prejuízo anual de R$ 68 milhões. Natal vai pagar essa conta para o
Estado inteiro até quando? Temos que colocar todos em volta de uma
mesa para encontrarmos uma solução e não colocar coisas na mídia
como vem sendo feito”, explica o titular da SMS. 
Segundo George Antunes, após a autorização do prefeito Álvaro Dias,
hoje ainda ele terá reunião com os hospitais INCOR e Hospital do
Coração para que a situação das cirurgias cardíacas seja normalizada de
imediato. “Vamos garantir o aporte em torno de R$ 1,3 milhão,
sacrificando outras áreas sociais e também de nossa própria secretaria e
queremos que as cirurgias vasculares e cateterismos sejam feitas
normalmente, começando primeiramente com os pacientes que estão

nas UPAS ou em outras internações e depois passando para os que estão
em casa”, antecipou.
Sobre as cirurgias ortopédicas, George Antunes garantiu que os
procedimentos estão normalizados. “Esse caso que já foi judicializado
está resolvido e nós também já estamos pagando essa conta de extra-
teto. É algo que, somado com a área cardiológica, chega próximo de R$
2 milhões ou até mais. Precisamos que algo seja feito para que isso não
fique apenas com Natal”, finalizou.

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