A homofobia precisa acabar no esporte. Domingo é o dia de combate a esse absurdo
Homofobia
Neste domingo, 17 de maio, é o Dia Internacional contra a Homofobia. Aqui mesmo nessa coluna escrevi sobre essa questão no país dito do futebol. É justo nesse esporte, onde o preconceito contra os homossexuais se manifesta com mais força e sob vários aspectos. Nessa semana um caso envolvendo uma das torcidas organizadas de Natal veio a público. Vídeo com declarações doentias e outras situações escancaram uma realidade que muitos costumam varrer para debaixo do tapete. No Brasil e no mundo, jogadores homossexuais se escondem, temem as reações de companheiros de equipe e de torcidas cada vez mais violentas. Um absurdo que ganha voz em cânticos medíocres entoados nas arquibancadas. A Seleção Brasileira, marca maior do nosso futebol, inclusive, foi multada pela Conmebol, por causa desse tipo de atitude durante jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia.
Homofobia 1
Deve-se lembrar que, dentro ou fora de um campo de futebol, ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF), passou a considerar a homofobia crime. Aqueles que consideram “brincadeira” menções ao número utilizado na camisa de determinado atleta precisa ficar atento para não parar atrás das grades. No Brasil, inclusive, o número 24 era constantemente retirado das escalações das equipes. Alguns clubes modificaram essa atitude, mas outros ainda mantém esse tipo de preconceito velado.
Homofobia 2
Ano passado, aos 19 minutos do segundo tempo, o árbitro Anderson Daronco interrompeu o duelo entre Vasco e São Paulo, quando parte da torcida vascaína cantava “time de viado” nas arquibancadas de São Januário para provocar os rivais. Foi a primeira vez que a arbitragem paralisou um jogo por causa de cânticos homofóbicos. O árbitro atendeu a uma instrução do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD). Este ano, dificilmente teremos esse tipo de atitude em campo, uma vez que os jogos, muito provavelmente, não terão a presença das torcidas. No entanto, atitudes em redes sociais, ou nas ruas, devem ser punidos com veemência. Respeito em primeiro lugar.

Não será crime enquanto a Lei Penal assim não o disser, mas se quer achar que tem punicão penal é so Usar Lesão Corporal qualificada ou Homicidio qualificado por motivo futil ou torpe quando for a situação prática. Quem se sentir violentado peça indenização por danos morais. É a medida de Justiça para o momento. As Federações não devem punir os clubes, mas os torcedores identificados com tais atos hostis. Quem tem talento para o esporte profissional não deve o abandonar se sentir incomodado por isso. O que não pode é usar falto de talento ou outra conduta imprópria como MULETA no caso de o atleta ser tecnicamente ruim e dizer que é EXCLUSIVAMENTE por causa do preconceito que ele não rende bem em qualquer atividade que exerça.#STFNÃOLEGISLAPRACRIARCRIME