14 de junho de 2026
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A salgada conta da Arena das Dunas e a necessidade de repensar o futebol do RN

A praça esportiva é moderna e oferece tudo que há de melhor para uma equipe mandar os seus jogos, mas com as finanças em frangalhos, sobrevivendo basicamente daquilo que consegue arrecadar junto aos seus conselheiros ou pequenas ações e sem perspectivas pra pagar a folha salarial a partir e julho, a diretoria do América terá de sentar com a direção do consórcio Arena das Dunas atrás de encontrar uma nova fórmula para que o clube deixe de acumular prejuízos atuando no palco da Copa do Mundo de 2014.

Os custos atuais, com os baixos públicos, não estão cabendo no bolso e caso não haja um trabalho atrás de encontrar um denominador comum, a única alternativa seria o clube apelar para voltar a mandar os jogos pela série C em Goianinha, no estádio Nazarenão onde, na situação atual, parece ser o único estádio que cabe no bolso Alvirrubro. Apesar de distante 65 Km da capital, lá aquilo que se arrecada vai direto para cofre, não retido para quitação de débitos anteriores nos borderôs.

Os focos de insatisfação com a situação já começam a surgir no seio americano, mas o presidente Beto Santos prefere continuar apostando numa resposta mais apropriada da torcida, porém, os resultados em campo não ajudam e se essa equação não fechar, o time derrapar e não conquistar o acesso, o risco da situação financeira ser ainda mais agravada na próxima temporada será enorme. Fatalmente, neste cenário catastrófico, masque aponta no horizonte, a atual diretoria certamente seria obrigada a utilizar do mesmo artifício da anterior e antecipar algumas das receitas garantidas pela participação na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil do próximo ano para quitar as contas do exercício atual. Empurrar o problema financeiro com a barriga, significa ficar cada mais fraco no mercado das contratações, neste caso a direção terá de se mostrar mais criativa atrás de trazer bons reforços e tentar o pulo do gato atrás de dias melhores.

Dentro do clube há quem conteste inclusive o bom relacionamento que o presidente da Federação Norte-riograndense de Futebol (FNF), José Vanildo, possui com a alta cúpula da CBF, perguntando do que adianta tanto prestígio se ele não consegue trazer sequer um mísero patrocínio para os clubes potiguares que disputam o Brasileirão das séries C e D e que se encontram em situação financeira das mais delicadas.

O futebol do RN que já frequentou a divisão de elite e se deu ao luxo de até 2014 ter dois representante na série B, está numa luta gigante contra o retrocesso e todos os setores envolvidos neste mundo devem entender a urgência da situação. Do que vai adiantar se ter uma casa luxuosa se não há um bom espetáculo para apresentar? Na verdade eu acho que o futebol potiguar precisa ser repensado, da administração dos clubes as torcidas. Não se tem mais cabimento ver um bando de vândalos privando as famílias de comparecer aos estádios apenas por receio da violência. Brigar pelo clube, é uma frase que terá de ter um significado bem mais inteligente, sob pena de não se ter mais pelo que brigar num futuro muito próximo.

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