AMÉRICA: Mudança de casa na série C tem cunho surpersticioso
O América está se apegando ao histórico, que dá a equipe 70% de aproveitamento dos pontos disputados no estádio Nazarenão, para conquistar a tão esperada reação dentro do grupo A da série C. O percentual do clube no estádio de Goianinha é justamente o que ele necessita obter para chegar aos 29 pontos ao final da 18ª rodada, com chances de obter uma vaga no G-4 e, consequentemente, na segunda fase.
Atrás dessa decisão da diretoria não tem apenas o cunho econômico, tem também o cunho da superstição e nada melhor do que se apegar a ela quando o momento está delicado e as coisas ficam complicadas dentro de campo.
Tudo aquilo que foi tentado pelo presidente Beto Santos e sua diretoria na temporada, não deu certo. O planejamento traçado foi caindo um a um com seguidos insucessos da equipe, fato que acabou complicando também a situação financeira do clube.
O América iniciou a temporada com as verbas da Copa do Nordeste e a cota de participação na primeira fase da Copa do Brasil comprometidas devido a necessidade de pagamento das contas da gestão anterior e com as seguidas eliminações não teve acesso as cotas de participação na segunda fase da competição regional e na terceira fase da nacional, que seriam necessárias para manter a autonomia financeira sem a necessidade de aportes com os conselheiros.
Dentro da série C, o clube apesar da troca de treinadores, continua patinando dentro da competição e após um mês de trabalho com o elenco que não se sabe a essa altura se foi remontado ou apenas remendado devido a ampla rotatividade de atletas, continua estático na sétima colocação, a quatro pontos do G-4 e a três da zona de rebaixamento.
Nada foi capaz de modificar até aqui a situação alvirrubra, que há um mês estava nessa exata situação, quando do anuncio da demissão de Sérgio China.
Quando tudo que se busca no campo material falha, não há outra alternativa que não seja recorrer às superstições. Mas até nisso a torcida está dividida, tem uma ala que apoia a decisão da diretoria em voltar ao Nazarenão, outra desaprova a ideia utilizando como argumento que a boa fase no estádio só ocorreu pelo fato de o América ter adotado a praça esportiva de Goianinha como sua casa, o que não ocorreu na atual temporada e salientam que o atual elenco não possui qualquer referência em relação ao estádio, uma vez que poucos atletas tiveram a oportunidade de atuar no local na atual temporada.
Vicente Estevam – Repórter de Esportes da Tribuna do Norte
