13 de junho de 2026
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As chaves do sucesso do Betis que escapou da queda e brilha

Manuel Pellegrini assumiu o comando do Real Betis no último verão europeu com um objetivo claro: terminar a temporada 2020/2021 com uma vaga em alguma competição da UEFA – Liga Europa ou Liga dos Campeões. Com a equipe Verdiblanca atualmente em sexto lugar na LaLiga Santander, Pellegrini está a caminho de cumprir sua meta com muitos méritos.
O Betis venceu seis dos últimos oito jogos disputados na LaLiga Santander, somando 19 dos últimos 24 pontos possíveis. Na verdade, eles perderam apenas duas partidas neste ano: uma derrota no último minuto, por 3-2, para o FC Barcelona em janeiro; e o ElGranDerbi contra seu maior rival, o Sevilla FC, por 1-0, no início deste mês.
Por essas e outras que o treinador chileno parece ter acertado o passo e seu time titular ideal, mudando jogadores apenas em caso de lesão – Emerson Royal, Guido Rodriguez e Nabil Fekir jogaram com mais regularidade pelos andaluzes até agora nesta temporada. Taticamente, Pellegrini também deixou sua marca.
Defensivamente falando, o time parecia inconsistente quando ele assumiu pela primeira vez, mas parece que esses problemas foram resolvidos em 2021. O Betis sofreu apenas oito gols em seus últimos nove jogos (uma média de 0,88 gols por partida), em contraste com seus 1,87 gols sofridos em média antes do ano novo. As estatísticas não mentem.
Pellegrini costuma iniciar as partidas com uma formação em 4-2-3-1, destacando o caráter defensivo da equipe. Na verdade, de acordo com os dados do Mediacoach – a própria ferramenta de análise de movimento de vídeo da LaLiga – o Betis gera 3,76 impedimentos por jogo, o segundo maior em todo a LaLiga Santander, atrás apenas do SD Eibar, algo que fala sobre a perspicácia defensiva do esquema feito pelo chileno.
O Betis também trabalhou muito na recuperação da bola e a marcação por pressão – prova disso é que o clube ocupa o quarto lugar em termos de recuperação de bola na LaLiga Santander, registrando 3,4 recuperações por minuto durante uma partida, e o segundo em termos de recuperação rápida de menos de 5 segundos.
Nesta parte defensiva, o Betis contém os ataques de seus rivais muito bem: eles estão em quarto lugar na LaLiga Santander em termos de menor porcentagem de posses rivais concluídas (85,9%). E, além disso, ocupa o quarto lugar – mais uma vez – em termos de proporção de chutes a gols sofridos, com o terceiro maior percentual de defesa do goleiro. Novamente, os dados falam por si. Antes do ano novo, os rivais precisavam de uma média de cinco chutes para marcar contra o Betis; em 2021, essa média subiu para 11.
Além de incutir a capacidade de aplicar pressão sufocante sobre os rivais no meio-campo adversário, Pellegrini também melhorou as capacidades de ataque do time. O Bétis parece confortável com a bola nos pés, especialmente com armadores como Nabil Fekir e Sergio Canales – gerando 2,4 vezes mais oportunidades de gol a seu favor com a dupla. Este é o efeito que Manuel Pellegrini, um dos treinadores mais experientes da LaLiga Santander e do futebol europeu, teve desde que assumiu o Real Betis.
Transformando um clube desacreditado, e que quase foi rebaixado na última temporada, na grata surpresa da atual campanha: agora, o Betis está em sexto lugar não apenas em termos de maior posse de bola na LaLiga Santander, mas também em mais passes e passes importantes no terço final, e na tabela de classificação.

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