15 de dezembro de 2025
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As diferenças de orçamento entre clubes criam um fosso intransponível

Assim como na vida, o futebol repete a sociedade no que diz respeito a diferença entre ricos e pobres. O Real Madrid renovou o contrato com a Adidas e receberá, por ano, em forma de patrocínio, algo em torno de R$ 673,56 milhões. Ou seja, só com os uniformes, o time espanhol recebe mais que quase todos os clubes brasileiros arrecadam no período de um ano. O único clube nacional a superar essa marca é o Palmeiras que tem um orçamento anual de R$ 688,6 milhões. No entanto, no caso do Alviverde, esse valor inclui todas a s formas de arrecadação, diferente dos espanhóis que ganham isso só com a Adidas. O orçamento anual, geral, dos “merengues” é de R$ 3.327,5 bilhões.

No Brasil, o Flamengo, segundo dados da ESPN Brasil, teve o 2º maior orçamento total, com R$ 543 milhões. Rubro-negro é superado em R$ 130,56 milhões só pelo valor pago pela Adidas ao Real. Se chegarmos ao futebol local então não tem graça. O ABC, por exemplo, não divulga o quanto arrecada, mas com certeza não deve chegar a marca de R$ 6 milhões/ano. O América também deve faturar algo próximo desse valor. Para enfatizar ainda mais esse fosso, vale lembrar que o Alvirrubro investiu cerca de R$ 7 milhões para construir apenas a primeira fase de sua arena, em Parnamirim. Desse modo fica fácil explicar porque só, de vez em quando, algum clube do “baixo clero” consegue uma ascensão, passeia por lá e volta. É como acontece na sociedade. A maioria fica à espera de uma Mega Sena para poder provar do caviar, porque se for esperar por justiça social, vai morrer na Série X.

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