6 de junho de 2026
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Coluna Esportes de Primeira desta terça-feira (23) na Tribuna do Norte

Com ciência

Desde o início da pandemia a discussão girou em torno da ciência como salvação para evitar que o número de mortes seja ainda mais aterrador do que já é e para salvar vidas. Em nome da ciência se criou protocolos, afastamentos, fechamentos e em tempo recorde conseguiu-se produzir vacinas que estão salvando milhões de pessoas. Então, fica claro que a ciência é uma grande aliada, ou melhor, é quase a única esperança. Então, não compreendo que, no momento de utiliza-la, no caso da opção de parar o futebol potiguar, essa opção não tenha sido a escolhida. Os números de contaminados, os protocolos, os testes, o distanciamento, a ausência de torcidas, o acompanhamento médico diário, os exercícios físicos diários dos atletas, enfim, tudo, foi jogado para o alto e nada levado em consideração. Restou aos clubes o ranger de dentes e a tentativa de negociar ao menos os treinos nesse período de parada. Na hora de decidir, inclusive, ninguém ligado ao futebol foi ouvido diretamente. Nem mesmo o médico infectologista Antônio Araújo, profissional de reconhecida competência, autor do protocolo seguido à risca pela Federação e pelos clubes, foi convocado para a reunião que decidiu barrar a bola rolando no Rio Grande do Norte. Como no estado não temos secretário de esportes, a área fica sempre órfã na hora das decisões e pressões de todos os lados fazem com que não haja consciência e que deixe-se de agir com ciência.

A decisão de parar o futebol criou um nó para os clubes. ABC e América, por exemplo, jogam competições fora do Estadual. O Alvinegro tem a Copa do Nordeste e a Copa do Brasil e o Alvirrubro disputa a Copa do Brasil. Como as competições seguem e apenas o Campeonato Potiguar parou, as duas diretorias estão às voltas para saber como treinar e onde vão jogar caso o decreto tenha alguma prorrogação. Ou seja, além da queda o coice. Os clubes não podem se planejar diante de tamanha indefinição.

Indefinido

Se o futebol que é um esporte profissional não sabe o que fazer, imaginem como ficam outras modalidades.

Premiado

Robert Lewandowski, do Bayern de Munique, recebeu uma homenagem do presidente da Polônia, Andrzej Duda, nesta segunda-feira. Apontado pela Fifa como o melhor jogador da temporada passada, o atacante recebeu a Cruz do Comandante da Ordem da Polônia Renascida, uma das mais altas condecorações do país, criada em 4 de fevereiro de 1921.

Folguinha

Todo treinador busca ter alguns dias sem jogos para preparar o time e aprimorar algo que tenha visto de errado. Para o espanhol Pep Guardiola, porém, a pausa nos campeonatos europeus por causa da data Fifa para partidas das seleções será sua chance de “se desligar do futebol”. O comandante do Manchester City quer esquecer da bola por quatro ou cinco dias e descansar. “Nos próximos quatro ou cinco dias não vou pensar em futebol ou assistir a jogos”, prometeu. Resta saber se conseguirá. “E, então, no final desta primeira semana e na segunda semana começaremos a nos preparar para o Leicester e o Borussia Dortmund”, afirmou a uma publicação européia.

Nordeste

Importante a liderança do ABC na Copa do Nordeste. Além da questão técnica da competição, essa posição tem reflexos bem mais amplos. Elogiado pelo perfil oficial da competição, o Alvinegro vê seu nome valorizado no mercado, cresce a visibilidade do clube e de seus patrocinadores e isso pode representar uma boa arma para que o clube venha a receber mais investimentos. O torneio regional é sempre uma grande vitrine e precisa ser cada vez mais aproveitado pelos clubes potiguares.

Nordeste 1

No entanto, como tudo tem os seus dois lados, alguns torcedores já ficaram “arrepiados” com a exposição de jogadores como Maycon Douglas e Wallyson no mercado. Valorizados, podem tranquilamente receberem propostas impossíveis de serem “cobertas” pelo ABC. OU seja, o time pode passar pelo mesmo processo que passou em 2020 e que fez com que, no momento mais crucial, o técnico Francisco Diá não tivesse as peças adequadas para conseguir brigar pelo acesso à Série C do Campeonato Brasileiro.

Copa x trabalho

A Anistia Internacional (AI) pediu nesta segunda-feira para a Federação Internacional de Futebol (Fifa) que pressione o Catar, país sede da Copa do Mundo de 2022, para melhorar as condições dos trabalhadores imigrantes no país. Como outros Estados da região, o Catar abriga uma importante população imigrante, com muitos operários e trabalhadores pobres procedentes do subcontinente indiano. Desde que foi escolhido como sede do Mundial de 2022, o país é examinado de maneira detalhada pela ONG no que diz respeito aos direitos trabalhistas das pessoas que estão construindo a Copa.

Copa x trabalho 1

Sábado, a instauração de um salário mínimo equivalente a 230 euros por mês (US$ 274 ou R$ 1.500) entrou em vigor para todos os trabalhadores, um fato sem precedentes no Golfo Pérsico, de acordo com o Catar, país rico por seus recursos energéticos. Em outubro de 2019, o Catar anunciou que planejava suprimir aspectos cruciais de seu direito trabalhista, especialmente a obrigação para alguns operários de obter a autorização dos chefes para poder mudar de emprego e para conseguir uma permissão de saída do território.

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