6 de setembro de 2026
Notícias

Confira a coluna Esportes de Primeira

Gol

Considero o trabalho de Carlos Alberto Parreira um dos melhores entre os treinadores do País. Foi ele quem tirou o Brasil de uma fila gigante tenhamos, ou não, críticas ao futebol da Seleção tetracampeã de Romário. No entanto, ele é autor de uma das frases mais infelizes do mundo da bola: “O gol é um detalhe”. Talvez ele tem apenas se expressado mal, mas o erro é crasso. O gol não é só um detalhe. A bola na rede é o ápice do esporte, é lindo, é puro êxtase. Ou seja, nunca um detalhe. Fiz esse nariz de cera para dizer aos treinadores de ABC e América, que não sigam jamais a frase de Parreira. Depois desse final de semana, me pareceu, que a filosofia era essa. Os Alvinegros de Fernando Marchiori não acertaram nenhum chute na direção do gol do Confiança. Os Alvirrubros de João Brigatti giraram mais que as pás de um ventilador e não conseguiram ser ameaçadores diante da defesa do Retrô/PE. O ABC fez apenas um gol nos últimos três jogos, aquele de falta de Wallyson contra o Mirassol e, vejam só, o camisa 11 ficou no banco de reservas dando lugar a Giovani, que marcou ainda durante o Campeonato Estadual. No América, Wallace Pernambucano já não marca há vários jogos. Zé Eduardo está voltando de contusão é William Marcílio vive um momento de baixa. Iago, escalado pelo técnico americano disse, segundo o próprio treinador em coletiva, que sentiu o “campo pesado”. Mas como assim? Ele jogava no Campinense/PB e reclamou do gramado FIFA da Arena Pernambuco? Ora tenha dó!

Mais frases

Existem outras duas frases, essas engraçadas, que valem a pena serem citadas. Uma delas do meu amigo e colega de Jovem Pan News Natal, Ricardo Silva. Ele disse: “Esse negócio de estrear uniforme em jogo festivo dá azar”. Ele relembra o caso do América contra o Athletico Paranaense pela Copa do Brasil, no Barrettão e o caso do ABC contra o Flamengo. Nas duas situações os nossos clubes foram goleados impiedosamente. Pois bem, o ABC teve uniforme com novo patrocínio e tudo mais em dia de festa. Jogou mal e saiu de campo vaiado contra o Confiança. A outra frase é do fotógrafo colega de Tribuna do Norte, Adriano Abreu: “O time está gastando os gols e vai faltar lá na frente”. Espero, que, tanto alvinegros quanto alvirrubros estejam “economizando” os gols agora para sobrar lá na frente (risos).

Tênis

O Brasil vive um bom momento no tênis. Bia Haddad da show no feminino e está entre as favoritas para Wimbledon. No masculino, Marcelo Melo está de volta ao tradicional torneio na grama. Esta semana, o mineiro inicia sua 15ª participação no mais tradicional Grand Slam da temporada. Desta vez, terá ao seu lado o sul-africano Raven Klaasen, com quem disputou os torneios preparatórios na grama. Um Grand Slam muito especial para Melo. Em 2017, realizou o sonho de ser campeão em Wimbledon, jogando com o polonês Lukasz Kubot. E tem, também, um vice-campeonato com o croata Ivan Dodig.

Idade x desempenho 

Após 15 anos jogando pelo Real Madrid, o lateral esquerdo Marcelo deixa o time para encarar novos desafios – ele já avisou que pretende continuar no futebol europeu por mais um tempo – após não ter seu contrato renovado com o time. Um levantamento feito pelo Sambafoot aponta que o desempenho (e participação) do jogador vinha caindo nas últimas temporadas. Considerando as três temporadas passadas, Marcelo participou apenas de 60 partidas, enquanto o francês Ferland Mendy entrou em 105. Na última Champions League, Marcelo jogou apenas 93 minutos, enquanto Mendy esteve em campo por 867 minutos. Avaliando apenas os minutos jogados pelo Marcelo, houve uma queda de 78% entre a temporada de 17/18 e a última do jogador pelo Real Madrid, de 21/22. A diminuição do tempo em campo reflete, consequentemente, na queda da contribuição do jogador nas partidas. O número de gols foi de 5 na temporada de 17/18 para 0 nessa última, assim como as assistências foram de 11 para 2.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *