Esportes de Primeira na TN: Leia a coluna desta quarta-feira (20/2)
Clássico
De acordo com o Centro de Referência do Futebol Brasileiro – Núcleo do Museu do Futebol dedicado a produzir, reunir e disseminar pesquisas e curiosidades sobre o futebol no Brasil, o primeiro clássico do futebol brasileiro começou a se desenhar no dia em 08/05/1902, quando entraram em campo, o Club Athletico Paulistano, que fora criado por jovens brasileiros, barrados pelo adversário, o São Paulo Athletic Club (SPAC), time da colônia inglesa em São Paulo. Se não bastasse o sentimento de revolta com a recusa por vagas no SPAC, os dois clubes ainda criaram uma grande rivalidade neste ano, pois jogaram três vezes na sequência, valendo o título, que ficou com o SPAC, no jogo realizado em 26/10/1902 com vitória por 2 a 1 e dois gols de Charles Miller, aquele que ficou conhecido por trazer o futebol para o Brasil.
Mas o que isso tem a ver com o nosso América x ABC de hoje, às 20h30 na Arena das Dunas? Muita coisa. Primeiro, que a história precisa ser valorizada e que os clubes potiguares, hoje com 103 anos, precisam se respeitar mais do que o fazem nos dias atuais. Basta ver as confusões em que se meteram nos últimos dias, graças a Deus, menores que os absurdos envolvendo Vasco e Fluminense no Rio de Janeiro.
Em segundo lugar, a história serve para consolidar uma trajetória vitoriosa de ambas as agremiações. É sempre a ela que os torcedores recorrem na hora de defender que o seu clube é o melhor. O primeiro clássico entre ABC e América aconteceu no dia 26 de setembro de 1915. Os dois clubes haviam sido fundados há poucos meses e, segundo pesquisa do saudoso professor Everaldo Lopes, o jogo terminou com vitória de 4 a 1 e tudo está descrito, nos mínimos detalhes, no seu livro “Da bola de pito ao Apito Final”.
A história também serve para que todos nós, apaixonados pelo futebol, valorizemos ainda mais o patrimônio do Estado que é o clássico. Em tempos de relações fugazes, de velocidade incomum, instituições centenárias precisam ser valorizadas. Mais que isso, as relações precisam ser estimadas. O que existe entre os clubes é quase que uma relação de dependência. A existência de um, valoriza a presença do outro e vice-versa, bem assim como: “clássico é clássico e vice-versa”.
Talvez, se olharmos para esse jogo, com todo o respeito que ele merece, possamos também respeitar mais aquele que está do outro lado. O que veste cores diferentes das suas, o que grita palavras de ordem distintas das que saem dos seus lábios, os que choram ou sorriem justo porque você está se expressando de forma contrária. Ser diferente, pensar diferente não os tornam inimigos, os tornam adversários.
É isso que pretendo ver hoje quando estiver na Arena das Dunas. Quero me sentir especial por poder ver mais um capítulo da história do nosso futebol sendo escrito na minha frente. Quero poder chegar e sair em paz e quero que todos que estejam lá tenham a mesma sensação, o mesmo tratamento.
Sei que é impossível que isso aconteça nos dias de hoje. Mas sabem como terminou aquela disputa entre o Club Athletico Paulistano e o São Paulo Athletic Club, em 1902?
“Apesar da rivalidade ainda eram tempos de cavalheirismo. E os jogadores, tanto campeões quanto vices, reuniram-se na sede do SPAC para festejarem e tomarem champanhe na Taça Casemiro da Costa, oferecida pelo então presidente da Liga Paulista de Football (LPF)”.
Boa sorte e bom jogo para todos nós.
Lei é Lei
o Vereador Ney Lopes Jr. entrou em contato com a Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF) para cobrar o cumprimento da Lei Municipal nº 0292/2009, de sua autoria, que determina a identificação dos torcedores que adquirirem os ingressos em partidas na cidade. A Lei exige que os adquirentes de ingressos apresentem um documento de identificação na hora da compra e no momento de entrar no estádio. O objetivo da lei é facilitar a identificação dos torcedores envolvidos em brigas durante as partidas.
Série C
A Confederação Brasileira de Futebol divulgou, ontem, a tabela básica da Série C do Campeonato Brasileiro de 2019. ABC e Globo representam o Rio Grande do Norte na competição nacional. O Alvinegro estreia em casa contra o Náutico no dia 27 ou 28 de abril (a data é definida depois pela CBF). Já a Águia de Ceará-Mirim terá o Imperatriz/MA, lá no interior do Maranhão como rival na primeira partida, em data semelhante à abecedista. A sequência de jogos, no turno, do ABC no torneio é a seguinte: ABC x Náutico/PE, Treze/PB x ABC, Confiança/SE x ABC, ABC x Botafogo/PB, Santa Cruz/PE x ABC, ABC x Ferroviário/CE, ABC x Imperatriz/MA, Sampaio Corrêa x ABC e ABC x Globo. Já o time de Ceará-Mirim terá, no turno: Imperatriz/MA x Globo, Globo x Confiança/SE, Globo x Sampaio Corrêa, Ferroviário/CE x Globo, Globo x Treze, Náutico x Globo, Botafogo/PB x Globo, Globo x Santa Cruz e ABC x Globo. Os clubes ainda jogam o returno, com os jogos da volta.
