17 de abril de 2026
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Fim do Bom Senso deixou os jogadores um pouco “órfãos” na busca por seus direitos

Em julho deste ano chegaremos a três anos de encerramento das atividades do movimento “Bom Senso FC”. Criado em 2013, por atletas de futebol, entre outros, o grupo lutava por melhorias nas condições de vida dos boleiros, na legislação específica, na previdência social, entre outros temas. Não demorou muito para que houvesse desmobilização e, apesar de algumas vitórias importantes, hoje o grupo não existe mais.

Apesar dos avanços, considero importante que os atletas voltem a se unir, não apenas através da FENAPAF, mas também em grupos independentes como era o Bom Senso. A vida de jogador, que é vendida para todos com uma aura de glamour é, na maioria dos casos, igual, ou até pior que a vida de muitos trabalhadores brasileiros.

Foi o movimento, por exemplo, que trouxe à tona números importantes como um dado apresentado em 2014 que apontava o seguinte: Dos 20 mil atletas profissionais que temos no Brasil, cerca de 16 mil recebem menos de 2 salários mínimos e ficam desempregados por pelo menos 6 meses no ano. Estes números, inclusive, diante da crise financeira que se aprofundou no Brasil, devem ser ainda piores nos dias atuais. Por isso, seria mais importante ainda que os temas voltassem a ser debatidos.

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