Início dos Campeonatos Brasileiros mostram realidades
A segunda rodada da Série C do Campeonato Brasileiro e a primeira da Série D trouxeram um pouco da realidade do futebol de ABC e América, suas deficiências e também as boas perspectivas.
Antes mesmo da bola rolar, escrevi aqui que seria impossível avaliar uma equipe por apenas um jogo, como no caso do Alvinegro e, pior ainda, o Alvirrubro, que, sequer, havia entrado em campo. Seria puro exercício de futurologia.
Falando sobre o time comandado por Evaristo Piza, o abecedista mais exigente precisa reconhecer que há uma melhora em relação ao Campeonato Potiguar. Para se observar e chegar a essa conclusão, basta comparar adversários. Nas duas rodadas que esteve em campo, o ABC enfrentou o São Bernardo, um dos melhores times do Campeonato Paulista e, depois, encarou o CSA, que é o segundo colocado na Copa do Nordeste, no Grupo B, à frente do Ceará, que joga a Série A do Brasileirão.
Ou seja, as exigências são maiores e o Alvinegro, embora tenha empatado os dois jogos em 1 a 1, apresentou alternativas que há muito não se via na equipe. Vale salientar que, o resultado no interior paulista veio com um gol impedido do adversário e, na partida de Natal, o gol dos alagoanos saiu por um erro grotesco da barreira, na cobrança de faltas.
No caso do América, iniciar uma campanha de críticas é pior ainda. Todos sabem a fragilidade do Horizonte, mas o Alvirrubro ainda está em formação. Alguns dos principais reforços, entre eles destaco o atacante Salatiel, não jogaram ainda. O próprio Moacir Júnior já avisou que vai fazer as alterações para encarar o Treze.
Sei que pedir paciência é complicado, mas essa é a realidade. O futebol não é caldo de cana, cuja produção se resume a pouquíssimos passos. Nesse esporte coletivo há a exigência de tempo para encaixe das peças e, se há um erro, mais uma vez é da demora para montagem de um elenco competitivo desde o início da temporada. Ah, e até para isso, há a justificativa de que nossos clubes não têm recursos financeiros suficientes para bancar um elenco grande e qualificado por 12 meses.
