15 de abril de 2026
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Opinião: América de Moacir já reverteu situações difíceis, mas precisa melhorar

Por Ícaro Carvalho

O empate diante do Jacuipense na Arena das Dunas certamente foi uma “ducha de água fria” nos americanos, que esperavam largar com uma boa vantagem na primeira partida disputada em Natal. No entanto, a temporada atual mostrou que o time de Moacir Junior já reverteu situações semelhantes – e até mais difíceis – do que a missão do próximo domingo, no complicado gramado em Riachão do Jacuípe.

Foto: Adriano Abreu
Foto: Adriano Abreu

No primeiro turno do Estadual, o América conseguiu chegar na decisão com uma boa arrancada nos jogos finais, conquistando o direito de decidir em casa na última rodada e sendo derrotado pelo ABC. No segundo turno, mesmo cenário. Perdeu a chance de disputar a finalíssima após a derrota para o Assu e foi para Mossoró precisando de uma vitória para salvar a próxima temporada:  conseguiu.

Decisão que novamente se repetiu com a vitória conquistada em Natal, sobre o ABC, rompendo um tabu de três anos, e o triunfo, ainda que claudicante, sobre o América-PE nos 16 anos. Vale lembrar ainda a vitória suada conquistada na mesma Bahia do próximo domingo, em Feira de Santana, após um empate em 0 a 0 na Arena. Triunfo aquele que praticamente consolidou a classificação rubra.

O ponto é, torcedor Alvirrubro, que em 2019 o América de Moacir Junior conviveu com partidas difíceis e soube se virar nos 30, como diria Fausto Silva. Porém, como pudemos notar na última partida, o “buraco é mais embaixo”.

Foi no Jacuipense que o América encontrou o seu adversário de melhor qualidade na Série D, pelo menos para este analista. Toque de bola, transição, oportunidades e o principal: a frieza diante de 13 mil americanos. Por pouco não voltaram com a vitória na bagagem.

Aliado a isso, faltou criatividade e repertório ao Alvirrubro no domingo, aliado ao fato de ter esbarrado num time bem montado defensivamente. Roger Gaúcho, que estará de volta, fez muita falta. Hiltinho, substituto natural, pouco produziu. Adenilson, até sobrecarregado, eu diria, não esteve nos melhores dias e Adriano Pardal sumido, assim como na maioria dos jogos da Série D. Max, coitado, pouco pegou na bola. A ansiedade também pesou. A baixa fica por Leandro Melo, o xerife, fora pelo terceiro cartão amarelo.

Resta saber o que Moacir Junior vai preparar para o confronto contra os baianos. No mais, será necessário mais vontade e mais criatividade aos rubros para passar de fase, aliado a uma transição rápida e consistência defensiva. Todos esses ingredientes são bem vindos, além da bola na rede, claro, para que o clube continue sonhando com o retorno à Série C.

Ícaro Carvalho, 22 anos, é repórter do TN Online e colaborador do caderno de Esportes da Tribuna do Norte. Narra futebol no Universidade do Esporte, da Rádio Universitária.

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