Para a CBF a volta do futebol tem que ser com os Estaduais
Além de toda essa confusão de calendário, que já não é dos melhores, a CBF sabe que tem nas competições dos estados a oportunidade de testar a eficiência de seus protocolos médicos sem expor os atletas a tantos riscos, uma vez que não existem as viagens interestaduais. Em alguns casos, como no Rio Grande do Norte, os torneios carecem apenas de poucas rodadas e, como espera-se a ausência de alguns clubes, que já dispensaram seus atletas, podem ser menos jogos do que o previsto.
Estadual primeiro 2
No meio de toda essa confusão de calendário, a CBF ainda vai ter que encaixar algumas coisas que eu nem imagino como irão conseguir. Em primeiro lugar, a Copa do Brasil. O América, por exemplo, está de olho nessa competição. O Alvirrubro tem o segundo jogo contra o Juventude para fazer, em Natal (ida 1 a 1) e sonha com a classificação, não apenas pela vaga esportiva, mas principalmente pelo mais de R$ 3 milhões que passará a ter direito, o que pode salvar todo o resto da temporada. Outro clube potiguar, o ABC, também tem interesses em outra área do calendário. O Alvinegro está próximo de conseguir uma vaga na segunda fase da Copa do Nordeste, o que também significa entrada de recursos em premiação. Ou seja, nem pensar em perder o regional.
Museu
O cantor e compositor Cazuza (falecido em 1990), brilhante em suas letras escreveu: “Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades”. Nesse momento de pandemia, o passado ganhou extrema importância, principalmente através de reprises nas televisões relacionadas ao esporte. No entanto, o boxe parece querer ir mais longe do que os Vts. Mike Tyson está mesmo disposto a voltar aos ringues. E já tem muita gente querendo encarar essa luta. O britânico Tyson Fury, campeão mundial dos pesos pesados, versão Conselho Mundial de Boxe (CMB), revelou ao site BT Sporting Boxing que recebeu uma proposta para fazer uma luta-exibição contra o norte-americano. Evander Holyfield também está entre os listados e disse: “Vai parecer bullying se eu pedir por um cara que já bati 2 vezes”. Será?
Museu 1
Por falar em museu, o famoso 7 a 1, em meio a essa tempestade de “pretérito do passado” voltou a ser assunto. Foram semanas de debate sobre a possibilidade de retransmissão do jogo pela TV. Pois bem, a SporTV utilizou um artifício para colocar o desastre do Mineirão no ar. Desde a terça-feira que começou a reprisar os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014. O resultado disso é que, no próximo domingo (31), às 19h, quem tiver coragem, liga a TV e assiste. Confesso que foi um dos jogos mais penosos que já fui obrigado a ver. Obrigado sim, pois estávamos cobrindo a Copa aqui pela Tribuna e, depois de estar na abertura em São Paulo e trabalhar, na nossa cidade, em vários jogos, entre eles o histórico Uruguai x Itália, com direito a mordida de Suarez, já estava envolvido demais na competição. Isso me fez sentir mais ainda a queda.
Museu 2
O pior de quem trabalha com esporte é que todos podem se desligar, mas nós seguimos em frente com a missão de escrever sobre o assunto, repercutir e, em meio a tristeza, produzir um grande material. Além disso, com os 22 anos de “janela”, nos afastamos da torcida por clubes locais, reprimidos pela falta de comemoração ao longo de tantos anos e pelo profissionalismo. Com isso, todo amor é canalizado para a “amarelinha” e também, é claro, seus reflexos sobre isso (decepção e tristeza). Enfim, não assistirei novamente, quem gosta de “sofrência” é Marília Mendonça.
Negócios
Gabriel Jesus, de apenas 23 anos é o mais novo sócio de ronaldo em sua empresa de marketing e gestão de negócios na área do esporte. O novo 9 da seleção brasileira se junto ao antigo ídolo da camisa e a outros atletas famosos como o lateral-direito Leo Moura, os meias Arthur Cabral e Róger Guedes e a lateral-esquerda Tamires, do Corinthians e da seleção brasileira feminina. A R9 Gestão Patrimonial & Financeira conta com escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo. No cargo de CEO está Viviane Leal, que trabalha com Ronaldo desde 2003 e, com ele, transformou seu escritório pessoal em modelo de negócio.
Pesadelo
O soho de todo atleta brasileiro é jogar na europa. Mas nem tudo é sonho por lá. O lateral Vicente de Paula Mercedes sofre desde que chegou à Albânia. Há quatro meses, ele perdeu a mãe, tem convivido com calotes e não consegue retornar ao Brasil. Um pesadelo.

Amigos leitores, nos brasileiros vivemos de calotes, veja só, o governo Federal que dá um calote em quem tem precatórios a receber este ano, é o famoso devo, mais não pago, é neste cenário que vivem os clubes brasileiros.