PARALIMPÍADA: Organização destaca maior cobertura de mídia da história do evento, com 154 países, e crescimento da venda de ingressos, que já ultrapassou a marca de 1,5 milhão
Mesmo antes do início oficial – marcado para esta quarta-feira (06.09) – os Jogos Paralímpicos Rio 2016 já alcançaram marcas e números dignos de comemoração. A cobertura será feita por veículos de mídia de 154 países, um recorde na história do evento. A edição anterior, Londres 2012, atingiu 115 países. O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) espera atingir uma audiência global de 4 bilhões de pessoas.
Além disso, com mais de 1,5 milhão de ingressos vendidos, os Jogos do Rio devem ultrapassar a marca de Pequim-2008, que teve 1,7 milhão de tíquetes comercializados. Assim, a edição brasileira do evento seria a segunda maior da história em número de ingressos vendidos, perdendo apenas para Londres-2012, que vendeu 2,7 milhões de entradas. A Grã-Bretanha é o berço do movimento paralímpico.
“Fizemos muito progresso em pouco tempo e estamos otimistas. Acho que isso se refletiu na venda de ingressos, estamos com 1,5 milhão e crescendo. Acho que os cariocas estão animados para ver o Brasil buscar o quinto lugar do quadro de medalhas dos Jogos Paralímpicos”, disse Craig Spence, coordenador de comunicação do Comitê Paralímpico Internacional (IPC).
Diretor de comunicação do Comitê Organizador Rio 2016, Mário Andrada acrescentou que os ingressos para a cerimônia de abertura, marcada para as 20h desta quarta, estão esgotados. De acordo com Andrada, a fórmula que resultou no sucesso dos Jogos Olímpicos será repetida durante o evento paralímpico. “Vamos focar nos atletas, não esconder erros e resolver tudo o mais rápido possível. Esperamos prover a melhor atmosfera e campo de jogo para que os atletas mostrem suas habilidades, talento e coragem”, disse.
“Os Jogos Paralímpicos são catalisadores. Foi investido muito dinheiro, mas ainda há mais a ser feito pela acessibilidade. Temos certeza de que isso será feito nos próximos anos. O legado vai continuar. São os atletas que levam às mudanças. Vimos isso em Londres. Se conseguirmos deixar um legado como esse aqui, não há valor que pague isso, mudar a atitude de milhões de pessoas”, afirmou.
Ansiedade
A um dia do início dos Jogos, a ansiedade na Vila Paralímpica é palpável. Recordista paralímpico nos 100m, com 10s46, o velocista irlandês Jason Smyth mal pode esperar para competir na quinta. Bicampeão olímpico tanto nos 100m quanto nos 200m, ele torce para encontrar nas arquibancadas a mesma energia que sentiu quando esteve no Rio no ano passado. “Em 2015 tive o gosto de estar no Brasil e uma das melhores coisas foi o povo. Então estava ansioso para voltar. Temos tudo que precisamos aqui na Vila e estou animado para começar a competir”, disse o atleta, que tem a visão comprometida e corre na categoria T13.
A recepção calorosa também tem deixado a americana Tatyana McFadden ainda mais empolgada para o início dos Jogos. “O Rio está sendo fantástico. Estou muito animada. Teremos uma competição difícil, mas estou treinando forte e vou colocar 100% de mim na prova”, prometeu a americana Tatyana McFadden, que compete nas provas de velocidade em cadeiras de roda do atletismo.
Com três medalhas de ouro conquistas em Londres-2012, ela espera não apenas aumentar a coleção no Rio, mas continuar contribuindo para a evolução do paradesporto. “Quando comecei, com 15 anos, ninguém sabia do movimento paralímpico. Muitos atletas trabalharam para o crescimento disso, acho que muitas vidas foram transformadas e sou agradecida por isso”.
