12 de julho de 2026
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PARALIMPÍADAS: Classificado para semi, Brasil perde para bicampeã paralímpica no futebol de 7

A Seleção Brasileira entrou em campo no Estádio de Deodoro com vaga assegurada na semifinal do torneio de futebol de 7. A definição do primeiro e segundo lugares na fase de grupos estava em jogo na partida desta segunda-feira (12.09) contra a Ucrânia, bicampeã paralímpica. O Brasil mostrou postura ofensiva do início ao fim, colocou bola na trave e pressionou a defesa adversária. Fechada, a Ucrânia trabalhou no contra-ataque e nas falhas dos brasileiros. Assim, a equipe europeia aproveitou dois erros da defesa nacional e garantiu a vitória, por 2 x 1, e a liderança do grupo A. O Brasil enfrenta o Irã e a Ucrânia encara a Holanda nas semifinais. As partidas serão na próxima quarta-feira (14).

“A obediência tática deles é muito forte. É um time que joga no vacilo do adversário. Erramos duas vezes e tomamos dois gols. É difícil correr atrás do placar. Mas não tem nada perdido. Agora, vamos com tudo para cima do Irã”, disse o meia Leandrinho.

Na análise do atacante Wesley, autor do gol nacional, a seleção entrou respeitando muito o adversário. “A gente entrou para vencer. Queríamos nos classificar em primeiro para encarar o adversário teoricamente mais fraco. Foram somente dois erros em que, infelizmente, aconteceram os gols. Fizemos um primeiro tempo ruim. No segundo, procuramos ir para cima. A Ucrânia jogou fechada. Ficou difícil furar o bloqueio. É bom perder agora, pois temos tempo para corrigir”.

Com a partida desta segunda, os brasileiros terminaram a fase de classificação com duas vitórias e uma derrota. Na estreia, a equipe venceu a Grã-Bretanha por 2 x 1. No segundo jogo, a seleção goleou a Irlanda por 7 x 1.

Os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro são a última oportunidade de a equipe conquistar o título Paralímpico. O esporte foi excluído do calendário de provas do evento.

O Jogo

A Ucrânia é o time a ser batido no torneio de futebol de7. A equipe é bicampeã paralímpica (Pequim 2008 e Atenas 2004). Nas edições de Londres (2012) e Sidney (2000), o país ficou com a prata.

O Brasil entrou em campo com Marcos, Fernandes, Zeca, Dí Maria (Diego), Fabrizio, Leandrinho e Felipe. O primeiro lance de perigo saiu dos pés do meia Leandrinho. Ele chutou da intermediária, assustando o goleiro Kostiantyn.

A Ucrânia abriu o placar aos sete minutos. Ivan Dotsenko (8) deixou o atacante Artem Krasylnykov (13) na cara do gol. Ele tirou do goleiro brasileiro e abriu o placar.

Em seguida, o Brasil passou a dominar a partida, mas não conseguia criar jogadas de perigo. Recuada, a Ucrânia apostava nos contra-ataques. Assim, eles desenharam o segundo gol. Aos 24 minutos, Edhar Kahramanian balançou a rede dos brasileiros.

No segundo tempo, o atacante Wesley entrou no lugar do Zeca e Robinho (Wanderson) substituiu o meia Felipe. As mudanças surtiram efeito. A seleção ficou mais ofensiva e criou boas chances de perigo. O gol de honra saiu dos pés de Wesley, aos 29 minutos.

Apesar da derrota, o técnico da seleção, Paulo Cabral, gostou da postura. “Achei a partida boa. É sempre muito difícil ganhar da Ucrânia. Nós entramos em campo tomando todos os cuidados. É uma equipe que envolve. Eles trabalham na falha dos adversários. Sei do potencial do Brasil. Voltamos para o segundo tempo superiores. Agora, é só fazer uma boa partida contra o Irã, buscar a vitória e enfrentar novamente a Ucrânia na grande final”, disse.

A modalidade

O futebol de 7 é praticado por atletas com paralisia cerebral, decorrente de sequelas de traumatismo crânio-encefálico ou acidentes vasculares cerebrais. Os jogadores pertencem às classes menos afetadas pela paralisia cerebral.

Os jogadores são distribuídos em classes de 5 a 8, de acordo com o grau de comprometimento físico. Quanto maior a classe, menor o comprometimento do atleta. Durante a partida, o time deve ter em campo no máximo dois atletas da classe 8 (menos comprometidos) e, no mínimo, um da classe 5 ou 6 (mais comprometidos).

Investimentos

Desde 2010, o Ministério do Esporte celebrou 17 convênios com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que somam R$ 67,3 milhões. Os convênios contemplaram a preparação de seleções permanentes em diferentes modalidades. O futebol de 7 é uma delas. No ciclo de 2016, a preparação incluiu a realização de treinamentos no Brasil e no exterior, e a participação em competições internacionais.

A pasta também investiu R$ 187 milhões na construção e equipagem do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, instalado em São Paulo. O complexo, principal legado dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, é o maior do mundo em número de modalidades contempladas (15) e segue o conceito de países potência nos esportes adaptados, como Ucrânia, China e Coreia do Sul.

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