RIO-2016: Jogadores de defesa do Brasil fizeram pacto antes da estreia contra a China
Antes de a bola rolar na partida de estreia das meninas brasileiras no futebol na quarta-feira (3), no Estádio Nilton Santos, as jogadoras defensivas do Brasil se fecharam. Ali, na entrada da grande área, a goleira Bárbara, as zagueiras Mônica e Rafaelle, e as laterais Fabiana e Tamires se fecharam como que em um pacto.
Com a exceção de Bárbara, essa foi a defesa da Copa do Mundo do Canadá 2015, que sofreu apenas um gol nas oitavas de final, na eliminação da Seleção pela Austrália. A goleira assumiu a titularidade durante a disputa do Pan-Americano de Toronto, quando a equipe conquistou a medalha de ouro. Desde então, exceto por lesão, a parte defensiva se repete nos torneios e partidas amistosas.
– Fizemos um pacto. Determinamos algumas metas para o jogo e para as Olimpíadas. Uma das metas de ontem foi cumprida, que era não tomar gol. As outras não posso contar ainda, vamos falando conforme for acontecendo – explica Rafaelle, fazendo mistério.
No confronto contra a China, a defesa trabalhou muito, mesmo que as adversárias não tenham chegado com tanta precisão. Bárbara e suas companheiras deram conta do recado, mas sabem que têm coisas para melhorar e evoluir para o próximo jogo contra a Suécia no sábado (6).
– Nós esperávamos a China um pouco mais fechada atrás, em alguns momentos do jogo elas subiram a marcação, mas nós sabíamos que elas jogavam por um contra-ataque ou um erro da parte defensiva. Tivemos que trabalhar devido à qualidade do time chinês, elas são boas coletivamente, embora não tenham sido efetivas nos ataques. Para próximo jogo nós precisamos ter cuidado com a bola aérea do time sueco, que tem jogadoras muito altas. A zaga precisa estar ligada o tempo todo nos lançamentos na área – conclui a zagueira.
A Suécia é o próximo adversário do Brasil na Rio 2016, no sábado (6), às 22h, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.
