A discreta participação da Embratur
A apresentação de Marcelo Pedroso, diretor da Embratur, teve ênfase na Copa do Mundo. Ele observou, inicialmente, o quanto um evento de grande porte pode contribuir – positiva ou negativamente – para a imagem de um destino. “Estive na Copa de 2006 na Alemanha e vi de perto o quanto os alemães investiram para mostrar ao mundo que eram um povo alegre e hospitaleiro. Eles precisavam sepultar aquela imagem de país invasor, de provocador de guerras”, ressaltou Pedroso.
Assim como o ministro do Turismo Luiz Barreto, que recentemente afirmou que a Copa não resolverá todos os problemas do Brasil, o diretor da Embratur se mostra cético em relação a certas transformações econômicas e sociais. O otimismo, porém, predomina. “O evento pode trazer alguns problemas no futuro, porém o importante agora é investir, sobretudo, na infraestrutura de transportes, que é estratégica. O legado após 2014 será importante”.
Marcelo Pedroso aproveitou a participação no Fórum Regional PANROTAS Pernambuco para lembrar que, ao contrário do que muitos imaginam, não será permitido promover oficialmente o Brasil na Copa do Mundo do próximo ano, na África do Sul. “O calendário promocional, na verdade, só começa depois das Olimpíadas de Londres, em 2012. Até lá são apenas planejamento e ações. Nos dois últimos anos antes da Copa, aí sim, a Fifa autoriza a promoção e o marketing”.
