7 de agosto de 2026
Turismo

Abetar reclama da infraestutura portuária

Para o presidente da Abetar, Apostole Lázaro, a infraestrutura aeroportuária é o grande nó. “O crescimento do Nordeste, na verdade, justifica não só os voos entre as capitais litorâneas, mas também para cidades do interior. Porém é preciso termos em mente que há empresas aéreas querendo investir no Nordeste, mas não o fazem devido á precariedade da infra-estrutura aeroportuária”.

Ainda de acordo com Lázaro, “o gestor público é ineficiente e, em alguns casos, há até recursos disponíveis para melhorias, mas a verba não é utilizada, por falta de competência e de agilidade, e aí volta para os cofres públicos”. Ainda segundo ele, “o programa de investimentos aeroportuários tem que sair do Ministério da Defesa e ir para o Ministério do Turismo”,

Já Davidson Botelho, diretor de Vendas e Marketing da Webjet, empresa que só neste ano dobrou as operações em Recife e já tem 40% de sua malha comprometida com o Nordeste, lembra que a redução do ICMS do combustível deve ser obtida diretamente junto ao estado. “Na Bahia, que tem o maior ICMS do Nordeste, a Webjet está com uma proposta de redução na alíquota. O projeto está tramitando e acho que teremos uma decisão favorável”.

Ainda segundo ele, seria importante o estímulo oficial a operações em code-share no Nordeste. No caso, segundo Botelho, as empresas pequenas poderiam ser uma espécie de subsidiárias das companhias maiores, fazendo a ligação entre cidades de pequeno porte. “Outra questão – diz ele – é a sobreposição de voos em certos trechos pouco rentáveis do Nordeste, em rotas tradicionalmente de pouca demanda. É preciso racionalizar”, comenta.

O diretor comercial da Gol, Eduardo Bernardes, se mostrou a favor do desenvolvimento de ações integradas com os secretários de Turismo do Nordeste. “Eles têm procurado as companhias aéreas e podemos, juntos, criar novos pólos turísticos. Por que não? Criar a demanda é o principal. Depois sim, devemos ver a questão de subsídios e financiamentos”, acredita. Já em relação às tarifas consideradas altas nos vôos para Fernando de Noronha, ele explicou que há dois motivos para o fato: limite de 100 assentos para venda e subsídio nas tarifas para os ilhéus.

 

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