Empresários do Turismo reclamam da morosidade e cobram efetivação das linhas de créditos federais
Os empresários do Turismo brasileiro criaram, mais uma vez, falsas expectativas quanto à disponibilização de crédito prometida pelo governo federal. Apesar de o Senado ter confirmado na semana passada o programa que destinava R$ 5 bilhões para reduzir os impactos da pandemia no segmento, há expressivas queixas de que o dinheiro não chega aos empreendimentos que precisam de ajuda. A Medida Provisória nº 963 foi a responsável por abrir o crédito extraordinário no Orçamento deste ano. Em tese, a proposta foi para promulgação.
De acordo com os dados da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira, da Câmara dos Deputados, apenas R$ 1,4 bilhão está empenhado, sendo que o valor efetivamente pago corresponde a R$ 418,4 milhões. O setor, responsável por movimentar cerca de 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, pede urgência no atendimento à demanda e, além disso, clama por atenção devido à delicadeza gerada neste momento por conta da baixa movimentação turística ocasionada pela pandemia.
A ideia da MP 963, ao ser validada, era direcionar a verba para o Ministério do Turismo (MTur), por meio de recursos supervisionados pelo Fundo Geral do Turismo (Fungetur). A vigência seria imediata, pois o instrumento possui força de lei. Entretanto, ainda com a validação, os empresários não conseguem o acesso às contas para desenvolver a necessária retomada do setor.
Para a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), o retorno é urgente, levando em consideração o alto número de empresas que já fecharam as portas desde o início da pandemia. “O crédito precisa chegar ao empresário. Caso contrário, a situação se deteriorará. Não temos como manter as atividades sem verba. Aguardamos a entrada deste dinheiro para movimentar a economia do setor e, consequentemente, de todo o país. O momento pede calma, mas exige, em uma escala maior ainda, um suporte mais efetivo”, explica Alexandre Sampaio, presidente da FBHA.
