10 de dezembro de 2025
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Entidades do turismo elaboram documento para mostrar a importância da Via Costeira

Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), Natal Convention & Visitors Bureau e
Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Rio Grande do Norte enviaram, na semana passada, um bem sustentado e bem escrito texto-documento que sintetiza a importância da Via Costeira.
Ainda é tempo de publicá-lo, já que a luta dos hoteleiros está apenas começando. Segue abaixo, na íntegra:
Via Costeira: um desenvolvimento econômico sustentável em favor de Natal e do Rio Grande do Norte
Uma atividade turística sustentável, que tenha como princípio um sistema social justo, ambientalmente equilibrado e economicamente próspero.
Essa é a perspectiva que os representantes das classes empresariais ligadas ao turismo esperam para desenvolver essa e outras atividades que fomentam a economia da capital potiguar.
A Via Costeira, um marco para a história da atividade turística da capital, corredor turístico que culminou por abrir caminho para o crescimento de praias urbanas como Ponta Negra, é um diferencial de Natal.
A avenida foi um divisor de águas para o turismo e para o desenvolvimento econômico não apenas da cidade, mas para todo o Rio Grande do Norte. É um tesouro que deve sim ser preservado, mas preservado com geração de renda para a população local, que traga o benefício do pleno emprego.
A Via Costeira está situada em uma área designada ZET (Zona Especial Turística) e não ZPA (Zona de Preservação Ambiental). Ela foi criada para crescer, para desenvolver o turismo e, como conseqüência, para ser um ponto a favor da nossa atividade. Um diferencial competitivo frente aos nossos concorrentes.
Retomar uma discussão concluída há 30 anos, mudando as regras do jogo a essa altura, seria um grande retrocesso. Quando o mundo inteiro está buscando alternativas viáveis e sustentáveis de crescimento, pensar em proibir atividades econômicas que podem perfeitamente unir preservação e
crescimento é, no mínimo, andar para trás.
Um Termo de Compromisso assinado por órgãos federais de defesa do meio ambiente, além de outros representantes de órgãos públicos, não pode simplesmente sugerir que o nosso maior corredor turístico seja varrido para o esquecimento, tal como acontece em outras regiões non aedificandi de Natal, como é o caso da área específica de Ponta Negra, com terrenos
baldios que servem para o acúmulo de lixo e a proliferação de pragas.
Gostaríamos de contar com a incansável luta dos órgãos de defesa ambiental, da União, do Estado e do Município para fazer um pacto pelo fortalecimento, desenvolvimento e crescimento da atividade turística de forma sustentável, com uma perspectiva de futuro, e não de retrocesso.
Clamamos que os representantes desses segmentos vejam como as construções irregulares, ao longo dos 410 quilômetros de litoral, mudam nossa paisagem e afetam, sobremaneira, o nosso ecossistema. É necessário que, também nesses casos, assumam posições tão severas quanto tentar proibir construções em um de nossos maiores cartões postais.
Qual o preço que teremos de pagar porque não unimos esforços para viabilizar essa atividade com o apoio e o aval dos defensores do meio ambiente, da iniciativa privada e do setor público? Quantos empregos deixarão de ser criados com proibições em vez de diálogo?
Investimento nessa região, no presente ou no futuro, representa mais emprego e renda para a população, ou seja, mais oportunidades de ocupação para os milhares de jovens que entram no mercado de trabalho anualmente, mais arrecadação de impostos e, consequentemente, benefícios para os
moradores.
Nesse momento em que a cidade, prestes a sediar o maior evento de futebol do mundo, necessita construir mais de três mil novos leitos, lamentamos o posicionamento contrário à construções na área da Via Costeira.
Esperávamos contar com propostas e alternativas que viabilizassem ainda mais nosso projeto como cidade-sede da Copa 2014, que apontassem novas
perspectivas para aquela área e não que propusessem o atraso, a estagnação do turismo.
Externamos nossa opinião para esclarecer os fatos e nos colocamos à disposição da Prefeitura de Natal, que tem, de fato e de direito, a legitimidade para decidir sobre a área em questão, para lutarmos pela preservação do nosso maior patrimônio, porém, com competência na elaboração de estratégias e soluções que agregam valor de forma duradoura, gerando vantagens competitivas.

Um comentário sobre “Entidades do turismo elaboram documento para mostrar a importância da Via Costeira

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