Fazer turismo e investir na Polônia. Duas belas oportunidades
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Olho na Polônia. O país que já tem ligação aérea com a Tap na rota Varsóvia-Lisboa, e que com isso poderá gerar fluxo para o Brasil, vive um bom momento. Como a matéria que publicamos sobre Auschwitz no domingo retrasado, na Tribuna do Norte, vem suscitando curiosidades, segue material que enviamos para o Jornal Panrotas. Em tempo: vale a pena visitar a Polônia. E segundo Piotr Maj, chefe do departamento de Promoção Comercial e Investimentos da Embaixada da Polônia no Brasil, também vale a pena investir no sofrido país.
Segundo a consultoria Ernest&Young, a Polônia é o destino mais
atrativo para novos investimentos na Europa, ultrapassando países
como Alemanha e França. Coincidência ou não, desde que o país entrou
para a União Européia, em 2004, os intercâmbios entre brasileiros e
poloneses cresceram cerca de 400%. Período em que a Polônia
registrou não só uma melhoria no acesso ao mercado europeu comum,
mas também obteve acesso aos fundos estruturais europeus.
A entrada na UE acelerou consideravelmente o crescimento econômico
da Polônia e fez a sua economia imune às flutuações do mercado
econômico mundial. “Até 2013, o país deve receber 85 bilhões de
euros diretamente dos fundos estruturais e de coesão da União
Européia”, prevê Piotr Maj, chefe do departamento de Promoção
Comercial e Investimentos da Embaixada da Polônia no Brasil.
De acordo com o relatório da Economist Intelligence Unit, o PIB polonês
deve crescer cerca de 0,7% até o final de 2009, colocando o país em
primeiro lugar da Europa e em sexto melhor resultado do mundo, logo
depois da China (6%), Índia (5%) e Egito (3,9%). “Em relação a
países como República Tcheca, Hungria ou Eslováquia, que dependem
80% de exportações, a Polônia é menos sensível à crise”, detalha
Maj. “Com grande mercado interno, as exportações representam somente
40%”, afirma.
O crescimento econômico baseia-se numa política monetária sólida e
rigorosa, apresentando um nível de inflação baixa. Os setores mais
favoráveis para investimentos são as indústrias: automobilística,
química, máquinas e tecnologia da informação. Para Maj, “o segredo
está na combinação de eficiência produtiva de alto capital que
necessita de força laboral com altas qualificações e competitividade
de custos”, conclui.
