Gastronomia de Recife é ampla e variada
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Recife é o mais importante polo gastronômico do Norte e Nordeste. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), são aproximadamente dez mil estabelecimentos na Região Metropolitana do Recife. Os temperos são os mais variados, dos regionais aos internacionais, passando pela culinária contemporânea e clássica. Além dos restaurantes tradicionais, come-se bem nos mercados públicos, que aos finais de semana se transformam em aprazíveis espaços de convivência entre turistas e famílias recifenses.
Os mercados públicos e botecos são locais ideais para degustar as comidas tipicamente nordestinas, como a carne de sol, a galinha cabidela temperada com molho produzido a partir do sangue fresco e avinagrado, o arrumadinho (preparado com feijão verde cozido e escorrido) e a carne de charque frita e desfiada, com farinha de mandioca e molho vinagrete, entre outros.
Os mercados públicos integram o festival Comedoria de Mercado, realizado duas vezes por ano. A ação engloba os mercados da Encruzilhada, Madalena, Cordeiro e Boa Vista. A cidade também tem atraído importantes eventos do setor turístico e gastronômico, entre eles o Festival Gastronômico de Pernambuco, o Bar em Bar e o Recife Sabor.
Pesquisa realizada durante o Caminhos do Sabor, projeto de qualificação profissional e empresarial realizado pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Abrasel e o Sebrae, identificou que 58,5% dos turistas indicam a gastronomia como opção de lazer na capital pernambucana, atrás apenas das praias (86,2%), e do turismo cultural/histórico (60%).
Entre os pratos tipicamente recifenses foram apontados: tapioca (33,8%), carne de bode (23,1%), macaxeira (16,9%), carne de sol (13,8%), cuscuz (10,8%) e dobradinha (10,8%). O bolo de rolo ficou na 11ª colocação entre os pratos considerados típicos e em segundo lugar como iguaria que os visitantes querem levar para casa, perdendo apenas para a tapioca (35,5%).
Para o presidente da Abrasel-PE, Mário Jorge Carvalheira, ser o terceiro pólo gastronômico do Brasil e primeiro do Norte/Nordeste já é um bom referencial da importância do segmento. “Só perdemos para o Rio de Janeiro e para São Paulo. Estamos bem posicionados, com um ótimo padrão de qualidade e oferta variada de comidas, das sofisticadas às típicas”, analisa.
