11 de junho de 2026
Turismo

Levantamento da FBHA mostra que 58% da hotelaria nacional espera menos de 50% de ocupação no período do Carnaval

No ano passado, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estimou que as atividades turísticas relacionadas ao carnaval alcançariam o maior volume de receitas desde 2015, com faturamento de aproximadamente R$ 8 bilhões. Contudo, este ano traz expectativas negativas para a época, visto que, com a Covid-19, houve a necessidade de cancelar a festividade e até mesmo o feriadão na maior parte das regiões brasileiras.

O turismo, um dos setores mais afetados pela pandemia, já amarga os prejuízos para o período carnavalesco, como estimado pela Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA). De acordo com pesquisa realizada pela entidade no âmbito da hotelaria e similares, 58% dos empresários avaliam que terão menos de 50% de ocupação durante a semana. Já 32% acreditam que conseguirão ocupar de 50% a 70%. Apenas 10% esperam uma movimentação de 70% a 90%.

Todo esse cenário afeta amplamente a geração de empregos em território brasileiro. Apenas no ano passado, o turismo teve uma perda de 437,9 mil postos formais de trabalho, com redução de 12,5% de força de trabalho. O segmento de hospedagem respondeu por 65,4 mil dessas vagas. Agora, no começo de 2021, não há expectativa para melhorar a situação, visto que 90% da hotelaria e similares não realizarão contratações temporárias durante o carnaval.

“Esse tipo de modalidade trabalhista é muito comum no Brasil, principalmente durante o feriado carnavalesco. Com o cancelamento das atividades e do próprio feriadão, não teremos como movimentar o mercado, o que trará problemas estruturais para a geração de renda no país. É um problema que poderá se repetir ao longo do ano, levando em consideração a instabilidade que sofremos devido à infecção viral”, analisa o presidente da FBHA, Alexandre Sampaio.