22 de fevereiro de 2024
Turismo

Conselho Mundial de Viagens e Turismo revela: países que sediam Copa têm amplo incremento de visitantes internacionais

A visibilidade gerada pela Copa do Mundo impulsiona de forma decisiva o turismo internacional. Seus efeitos podem ser observados a longo prazo no país que sediou o torneio, revela um levantamento feito pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC).

Prova disso é o ritmo atual de crescimento do setor na África do Sul. Quatro anos depois de receber o Mundial, o país continua comemorando o aumento do número de visitantes. Em 1994, a África do Sul recebia apenas 3,6 milhões de turistas, de acordo com o Ministério de Turismo e Imigração da África do Sul. Em 2012, foram 13,5 milhões.

No ano da Copa (2010), o setor acrescentou US$ 8,4 bilhões ao PIB da África do Sul. No ano seguinte ao Mundial (2011) foram US$ 11,4 bilhões, de acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo. Apenas durante os 30 dias do Mundial, o número de turistas aumentou em 42,7% no país africano.

O “efeito Copa” foi parecido na Alemanha, que sediou o torneio em 2006. Um ano antes do Mundial, o turismo contribuía com US$ 50,6 bilhões. No ano da Copa subiu para 53,7 bilhões. E no ano seguinte chegou a US$ 57,8 bilhões acrescentados ao PIB, ainda de acordo com a WTTC.

Na Copa da Japão e da Coréia do Sul, em 2002, o setor passou de US$ 13,1 bilhões (2001) para US$ 14,3 bilhões (2002). Em 2013, chegou a US$ 14,6 bilhões.

A Copa no Brasil deve acrescentar R$ 9,7 bilhões ao PIB e movimentar R$ 20,7 bilhões no país, de acordo com estudo do Ministério do Turismo. Os números foram projetados com base na estimativa dos 600 mil estrangeiros e 3,1 milhões de brasileiros que estarão em viagem pelo país durante o Mundial.

Atualmente o país ocupa a sexta posição entre as economias de turismo do mundo, ranking liderado pelos EUA, com renda de cerca de US$ 1,4 trilhão. A China aparece na segunda posição, com receita anual de US$ 850,1 bilhões. O Brasil contribui com 3,5% do Produto Interno Bruto, cerca de US$ 77,6 bilhões (R$ 166,1 bilhões).

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