3 de setembro de 2026
Turismo

Paraíba investe no turismo astronômico. Saiba como

A Paraíba anuncia o radiotelescópio Bingo como nova atração no próximo ano. A estrutura do equipamento vai viabilizar a descoberta de maiores informações sobre a galáxia, já que hoje os cientistas só têm conhecimento de apenas 5% do nosso universo. O restante é chamado de Setor Escuro. Além disso, o Bingo tentará identificar e esclarecer o fenômeno das Rajadas Rápidas de Rádio, ainda muito pouco conhecido no meio astronômico.

O radiotelescópio, já conhecido como Diamante do Sertão, está sendo instalado na Serra do Urubu, na cidade de Aguiar, a 257 km de João Pessoa. O equipamento, que deverá atrair turistas, pretende colocar o Brasil em evidência no cenário científico mundial, já que está sendo concebido com tecnologia inédita.

A estrutura irá favorecer a visão do Hemisfério Sul. O projeto brasileiro trabalha com sinais de rádio muito fracos e tênues e, por essa razão, a Serra do Urubu foi escolhida, pois está longe das cidades e da poluição eletromagnética, o que oferece uma visão ampla e limpa. A pequena cidade de Aguiar poderá se tornar um novo ponto turístico no estado.

“É muito importante compreender o que ocorre acima de todos nós. Tal análise poderá nos trazer dados estratégicos, como identificação e mapeamento de satélites que circulam por aqui, assim como ruídos e ondas de rádio, por exemplo. Em termos de cultura científica, é um orgulho e um reconhecimento nacional” afirma o professor Elcio Abdalla, coordenador do projeto e professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP).

Vale sempre lembrar que, com a chegada do Bingo, em 2022, os amantes de astronomia e pesquisadores do mundo todo vão poder conhecer o Diamante do Sertão. Com isso, a economia da região tende a crescer, além de trazer a atenção da comunidade para o radiotelescópio, fomentando também o interesse à ciência.

O equipamento deverá repetir o mesmo sucesso que já aconteceu em Arecibo, cidade de Porto Rico, que possui um observatório. “Para o sertão paraibano, em termos de visibilidade, será um marco importantíssimo. Nós temos, até como obrigação, que contribuir para um desenvolvimento real e mostrar ao cidadão que a ciência é importante, e que muda o mundo”, comenta Abdalla.