17 de abril de 2024
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Veja como foi um dos melhores debates do Nordeste Invest

O que os investidores estrangeiros procuram no Brasil? Este foi o mote da segunda palestra desta terça-feira (11.05), realizada no auditório no Centro de Convenções de Natal, em meio ao V Nordeste Invest. No debate, ficou nítida a impressão que os especialistas têm sobre o Nordeste brasileiro: região com amplo potencial, mas com serviço precário e reduzida oferta de bons produtos.
O naipe do painel foi bem representativo: o vice-presidente de Negócios e Desenvolvimento do Desires Hotels, Michael Register; o Chief Financial Officer do Brilla Group, David Neil Hecht; o co-fundador e diretor da Townhouse Capital, Dominic Seely; e o presidente da BridgeRock Capital, Christian Charre.
Michael ressaltou que é preciso investir, sobretudo, em treinamento. “Só assim – disse – o Brasil se consolidará como destino turístico internacional”. O entusiasmo e a própria alegria do brasileiro foram lembrados por Seely como um dos fatores que amenizam o problema da qualificação profissional. De qualquer forma, porém, os analistas concordaram que a carência nos serviços turísticos é facilmente detectada pelo visitante estrangeiro.
O mercado de luxo no Brasil foi apontado como uma grande oportunidade por Christian Charre. “Cerca de 90 milhões de pessoas se encaixam numa categoria superior de receita. É um espaço que está aberto, pois vemos muitas marcas internacionais voltadas para esse público”, mencionou. A falta de capital, porém, foi apontada por Charre como um grande impedimento para o desenvolvimento deste mercado no Brasil, principalmente nas capitais nordestinas..
A infraestrutura do Nordeste foi apontada como um grande gargalo para a região, bem como a capacidade de o mercado regional  absorver uma maior oferta do mercado turístico-imobiliário. “Os investidores querem saber se as pessoas no Brasil têm dinheiro para viajar para bons equipamentos hoteleiros”, questionou Michael Register.
Domic Seely lembrou que o Nordeste precisa de produtos diferenciados. “É tudo muito igual. Vejo muitos projetos parecidos aqui: parques aquáticos, resorts para a família… Os brasileiros são criativos e podem elaborar novos projetos”, ponderou.

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