Vinícolas chilenas se consolidam como programa turístico
SANTIAGO – Os vinhos do Chile já são referência mundial. A cada ano – pelo menos comenta-se por aqui – crescem a produção e a qualidade. O turismo vem a reboque, naturalmente. O número de visitantes (e os brasileiros lideram esse ranking) que programa as vinícolas chilenas em seus passeios já é quase o dobro dos primeiros sete meses do ano passado.
Não façam comparativos com roteiros por Bordeaux ou a Cothe-du-Rhone, ambos na França. Ou mesmo com o Napa Valley, na Califórnia. Sem tantas exigências. Mas o Chile está no caminho deste amplo prestígio mundial quando o tema é vinho, hein?
Foto de Antonio Roberto Rocha

Vir ao Chile, atualmente, requer pelo menos um roteiro por algum vale de vinícolas. Na verdade, se você gosta mesmo de vinho, escolha dois vales, em dois dias. Se tiver tempo para passar uma semana em Santiago, amplie as vinícolas. Vale a pena. Algumas delas têm restaurantes que podem completar o programa. Com harmonia e harmonização.
É o caso da vinícola Vina Mar, no Vale de Casablanca, relativamente perto da capital chilena (80 quilômetros). Oferece pratos variados e bem produzidos. Com design. Do peixe à carne. Do coelho ao pato. Os preços são em conta. E a vista do restaurante dá o tempero final.
Embora a região, que fica próxima ao mar (portanto, longe da Cordilheira dos Andes), seja território propício ao vinho branco, com ênfase nas uvas chardonay e sauvignon blanc, também há tintos por lá, com destaque para o pinot noir.
Das regiões vinícolas chilenas, a mais famosa é o Vale do Colchágua. Que tal visitar a Viu Manent, com rótulos bem conhecidos no Brasil? Ou a Montes, com premiados Montes Alpha em bom custo-benefício? Quem preferir uma vinícola com mais atrativos, a Santa Cruz é a dica. Imaginem que tem até teleférico e um museu do vinho por lá.
