16 de junho de 2026
STF

Bolsonaro admite diálogo com militares, mas evita responder sobre minutas de golpe

Foto: Fellipe Sampaio/STF

O depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), usou a estratégia de admitir apenas o suficiente, mas sem se comprometer. Mas, ao reconhecer que discutiu “alternativas” com comandantes militares após as eleições, o ex-presidente rompeu o silêncio formal sobre um dos períodos mais tensos da recente história democrática do país. Em um determinado momento, extrapolou a versão de sua defesa e admitiu, pela primeira vez, ter discutido “alternativas” com comandantes das Forças Armadas após a derrota nas eleições de 2022.

Apesar disso, foi evasivo ao responder sobre as chamadas minutas de golpe e não explicou qual seria o embasamento para alegar fraude nas urnas eletrônicas. “Buscamos alguma alternativa na Constituição e achamos que não procedia e foi encerrado”, disse ao ministro Alexandre de Moraes.

Bolsonaro alegou que as reuniões ocorreram em reação à decisão do TSE que multou seu partido em R$ 23 milhões. Reconheceu que chegou a citar estado de sítio, mas negou ter tratado de golpe. Também evitou esclarecer o conteúdo dos documentos golpistas apreendidos.

Com a conclusão dos interrogatórios dos oito réus do chamado “núcleo 1” da ação penal por tentativa de golpe de Estado, após as eleições de 2022, a próxima etapa será o julgamento no STF, previsto para acontecer entre setembro e outubro deste ano. Com informações Folha de São Paulo

Confira na íntegra o interrogatório do ex-presidente Jair Bolsonaro –

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