Corregedor do CNJ fala em “conduta imprópria e grave” do juiz federal do RN afastado por assédio sexual
“Esse é um caso grave, com várias vítimas, ocorrido dentro da corte de Justiça. Infelizmente, assim como esse, temos visto com frequência assédios em que é utilizada força física para constranger servidores e terceirizados, e que recebem sanções aquém da gravidade relativa a esse tipo de conduta”. A afirmação da conselheira Renata Gil, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é alarmante. Confirma frequentes acusações de assédios cometidos dentro do âmbito do Poder Judiciário.
Nesta terça-feira (25), o Plenário do CNJ, durante a 8ª Sessão Ordinária de 2024, confirmou o afastamento do juiz federal do RN Orlan Donato Rocha, acusado do crime de assédio sexual por, pelo menos, seis pessoas com quem trabalhou em Mossoró (RN), na Região Oeste potiguar. Orlan Donato Rocha estava lotado na 15ª Vara de Ceará Mirim. O Plenário do CNJ determinou também a instauração da revisão disciplinar.
O relator do caso, o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, leu alguns trechos dos depoimentos das seis vítimas do suposto assédio e destacou a conduta imprópria e grave do magistrado. O corregedor defendeu o afastamento do juiz, para garantir uma correta apuração do caso. “Me parece uma providência cautelar importante até que, no âmbito do PAD, se acolhida a proposta pelo Plenário, seja definido qual melhor encaminhamento para a situação concreta”, destacou Salomão. Com informações do CNJ.
